Valorização pessoal

Outro dia em conversa informal com alguns amigos, focamos como discussão, o valor que cada pessoa tem, para tanto, apenas citamos o aspecto profissional, deixando de lado a questão sobre caráter pessoal. O assunto surgiu em vista de que existe um número invindável de pessoas que se qualificam pelo título que possuem, achando até as vezes que referidas formações sobrepõem às outras. Tais auto-avaliações se devem em vista das condições econômicas que a função proporciona ou, que a própria sociedade por tradição e costumes convenientes reconhece. Todavia, mister se faz esclarecer que notadamente há um individualismo nos valores, que desqualificam alguns, sendo que na verdade todos eles nos seus devidos envolvimentos se apresentam de maneira equilibrada. No entanto, a maioria de nós não se dá conta da importância existente em cada um, basta citar algumas profissões e a constatação se nota claramente. Se perguntarmos a alguém: “quem é você? E, a resposta vier informando que é um graduado de nível superior. Naturalmente as tratativas serão diferentes, pois pelo conceito de que gozam, os fazem ficar num patamar acima da média geral. Embora, particularmente, não ache que não sejam merecedores, todavia, se a mesma pergunta for feita a uma pessoa qualquer: “quem é você”? E, resposta for, sou um lixeiro. Infelizmente, as tratativas naturalmente não merecerão o mesmo destaque das oferecidas aos graduados. Diante disso, é necessário pensar muito que seria do mundo se não existissem os lixeiros, os coveiros, os pedreiros, os garçons, os serviços gerais, as empregadas domésticas, os porteiros, enfim, uma gama toda de funções menores. Daí a importância de relevar o quanto cada um tem o seu valor. Uma vez que no contexto geral é necessário dar-se o valor, pois o conjunto de atividades é que faz o mundo girar de forma sincronizada. Só para exemplificar esses valores individualmente, basta lembrar nas oportunidades em que cada função desta deixa de funcionar, há certamente a implantação do caos total. Se o lixeiro entrar em greve, não se precisa passar muito tempo para que toda uma cidade se sinta desconfortável ao ponto de entrar em um colapso de calamidade pública. E, a propósito Deus na sua magnitude fez tudo de forma que cada um deva sentir-se importante o bastante para fazer parte de seus planos, haja vista que sua predileção sempre esteve voltada aos pequeninos. Em face desta verdade, é oportuno colocar um destaque em forma de conto para que se possa sentir a importância das coisas segundo as condições naturais da existência. Assim a título de ilustração aproveito um conto de domínio público que pode espelhar melhor o assunto, a saber: “Conta a história que um rei foi ao jardim do palácio e encontrou as plantas muchando. Perguntou ao carvalho o que significava aquilo. Descobriu que a árvore estava cansada de viver porque não era alta como o pinheiro. Este, por sua vez, estava desconsolado porque não produzia uvas como a videira. A videira ia desistir da vida porque não podia produzir frutos delicados como o pessegueiro. O gerânio estava triste porque não era cheiroso como o lírio. Mas, ao se aproximar do amor perfeito, encontrou-o lindo e alegre. Muito bem, fico feliz em encontrar no meio de tanto desânimo uma florzinha corajosa e animada, disse o rei. A flor respondeu: Eu não sou grande nem forte, não tenho beleza ou perfume, mas apenas achei que, se no meu lugar Deus quisesse um enorme carvalho, um pinheiro ou um lírio. Ele teria plantado um deles. Sabendo que Deus me queria aqui, resolvi ser o melhor amor-perfeito”. Diante disso, por mais insignificante que possa parecer a nossa função, jamais devemos nos sentir menor diante de alguém. Valorize o tanto que puder, procure ser sempre o melhor no desempenho de suas tarefas, pois, de repente a gente pode descobrir que realmente aquilo que estamos fazendo, seja aquilo que de fato queríamos ser. O importante é ser feliz e irradiar essa felicidade para aqueles que nos cercam.