A situação política e administrativa do país está passando por uma crise de existencialismo e de descrença por parte do povo brasileiro, que não cansa de ver cotidianamente acontecimentos lamentáveis que nos tem deixado a todos um tanto quanto preocupados. A crise no Senado da República é deveras preocupante, pois a cada dia o presidente daquela casa vai se envolvendo no lamaçal de corrupção sem retorno e, o mais complicado de tudo que a morosidade na solução da questão nos faz crer que o corporativismo impera em todos os quadrantes daquela instituição. Sabemos que existem lá bons parlamentares, homens probos e dignos e, é isso que às vezes nos deixa esperançosos, pois a qualquer momento a solução pode vir, mas que está demorando, tá. Propositadamente, comentamos sobre essas mazelas do país e, existem muitas outras mais em andamento, o que de certa forma tem passado para nós que o Brasil está indo de mal para pior, o que não deixa de ser uma verdade. Todavia, esta semana dois fatos extremamente importantes aconteceram e, além de nós brasileiros, fizeram com certeza vibrar de alegria em seu túmulo o finado Rui Barbosa, pois era ele um sério combatente da moral e dos bons costumes dos políticos da república tupiniquim. Os fatos foram, o indiciamento dos corruptos do mensalão e o outro o Conselho Nacional do Ministério Publico suspendeu o vitaliciamento e afastou do cargo, as duas medidas têm caráter temporário, o promotor Thales Ferri Schoedi, que covardemente matou um rapaz e feriu outro, em 2004, no litoral paulista. De repente com atitudes como essas se começam a vislumbrar uma luzinha no fim do túnel, um tênue fio de esperança começa a brilhar. Será que os poderes constituídos da república vão nos encher de orgulho, de justiça, de patriotismo e na defesa dos cidadãos de bem. É bem possível que isso ocorra, pois o coração de todo brasileiro está muito apertado, sentindo até o momento o peso morto da dignidade humana que estava sendo enxovalhada e jogada no esgoto da indignação, onde o importante era ter e não ser. Convenhamos que essa inversão de valores humilha e nos coloca impotentes diante das injustiças praticadas contra todos nós. O problema nacional é que por questões até estruturais tem-se como mito a inviolabilidade de certas funções ou cargos tradicionalmente de maneira injusta e totalmente avessa a moral e aos bons costumes, não se mexem nessas figuras, preservando assim barreiras de intocáveis, daí alimenta-se a fome insaciável do maior mau do Brasil, que é a Impunidade. A partir dessas duas atitudes, merecedoras de todos os elogios, praticada pela Justiça, vamos torcer e cruzar os dedos para que o fio de esperança se transforme num enorme cabo de aço de esperanças. São as expectativas de todos.