Dia destes, numa manhã linda, com um céu azul de brigadeiro, fui levar meu netinho Luiz Arthur, para a aula de natação, ali na escola Nado Livre, pertinho da praça São Bento. Enquanto ele recebia as instruções, no espaço de quarenta e cinco minutos, eu fiquei postado na esquina da rua Tocantins com Ivaí apreciando o movimento. Neste lapso de tempo, comecei a observar o trânsito e, por incrível que possa parecer, consegui por mais de trinta vezes anotar irregularidades nos motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres que não obedeciam às regras básicas de trânsito. Motoristas que não dão nenhum sinal de seta, alguns teimosos que insistem em não usar o cinto de segurança, outros que dirigem falando ao celular e, alguns mais apressadinhos que invadem os sinais convencionais, não respeitando ninguém. Motoqueiros, com motos sem a mínima condição de transitar, outros se achando ases, fazem mil malabarismo na via pública, colocando em risco a si mesmo e as demais pessoas. Interessante o que sempre tenho observado, eu não sei se a grande maioria dos motoqueiros não conhece a Cartilha de Trânsito ou se ignoram por puro desrespeito aos semelhantes. Infelizmente, é bom ressaltar que os motorizados não têm nenhum cuidado, ou melhor, dizendo, respeito com as pessoas idosas, com os deficientes e, acima tudo com as crianças, colocando sempre em risco suas vidas ou integridades físicas, o que não deixa de ser um absurdo, convenhamos. Outra figurinha difícil é o ciclista, eles acham que podem tudo, pois andam pelas ruas (muito pouco), andam mais em cima das calçadas, para eles não existe contra-mão é tudo igual. Neste caso, seria interessante que o Poder Público, fizesse Lei para emplacamento das bicicletas, pois aí o policiamento poderia multá-los e ao mesmo tempo enquadrá-los. Finalmente, temos o pedestre que de todos é o mais desprotegido, todavia, em muita das vezes ele não colabora, pois atravessa a via pública sem os devidos cuidados e, quando não, deixam de usar os próprios benefícios que o Código de Trânsito lhes oferece, ou seja, as faixas preferenciais, os sinaleiros, etc. Complementando o assunto, vimos que, recentemente Votuporanga ganhou reconhecimento do governo estadual, com o honroso título de “Capital da Educação”, o que dignifica muito a todos nós, porém, seria muito bom lembrar que educação, como um todo, não significa sòmente um grande número de escolas e nem um número elevado de estudantes, mas no cômputo geral é uma somatória de vários comportamentos, onde a educação no trânsito é parte considerável desta disciplina. Assim, como amante desta terra, fazendo coro com todos os votuporanguenses, conclamamos as autoridades constituídas para que num esforço singular convirjam ações operativas neste sentido (melhora do trânsito local), a fim de robustecer ainda mais o slogan “Votuporanga, Capital da Educação”, porque, embora o nome Votuporanga, em tupi-guarani, signifique “Brisas Suaves”, nossa cidade já de há muito tempo não é mais considerada pelo slogan de “Cidade das Brisas Suaves”, devido mudanças climatológicas naturais da região. Então, necessário se faz que nos agarremos com unhas e dentes neste novo slogan adquirido e, façamos de tudo por merecê-lo, numa conjugação concentrada de esforços.