Saudosismo

Existe um ditado popular, que diz “cada um procura puxar a sardinha para sua própria brasa”, citei este ditado, apenas para me escusar nas colocações que farei neste texto, afirmando que as coisas de antigamente, na maioria delas, eram melhores do que as de agora, senão vejamos: A educação tanto a escolar como a familiar era muito séria e, na escolar havia um aproveitamento bastante significativo, haja vista que os que cursavam o primário recebiam uma gama enorme de informações, que hoje poderia- -se comparar aos que estão cursando o  segundo grau. Quanto aos professores de antigamente, eles eram muito respeitados, tanto pelos alunos, pelos pais, familiares e principalmente pela sociedade e, jamais eram chamados de tio ou tia, pois eram reconhecidos como professores tão somente. Eram considerados a nata da sociedade daquela época. A música, com seus cantores e cantoras, seus intérpretes, seus autores, os grandes festivais da Record, Elis Regina, Jair Rodrigues, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maria Betania, Tom Jobin, e muitos outros mais. Como era bom, divertido e de uma categoria invejável, tempos que não voltam mais, hoje temos que nos contentar com Falcão, Kelly Ky, as duplas sertanejas da vida. O que fazer? A alimentação era muito melhor, pois antigamente, comíamos saudavelmente, sem a presença danosa e perigosa dos agro-tóxicos, que hoje infestam nossa comida, provocando um alastramento de doenças que estragam o organismo humano, deixando enormes seqüelas. Os bailes de outrora que não existem mais, as orquestras desapareceram, dando lugar a música  eletrônica ensurdecedora, barulhenta, sem nem um pouquinho sequer de sensibilidade, coisa simplesmente horrível. E, o futebol, onde estão os grandes espetáculos, onde estão os Didis, os Ademir da Guia, os Pelés, infelizmente só nos restaram os mercenários dos gramados, que ganham nababescas fortunas e, se esqueceram de jogar futebol, pois se tornaram homens de negócios, que decepção. E, os políticos, é melhor falar ou se calar, estamos numa dúvida atroz, pois não sei se melhoraram ou pioraram, tenho a impressão que eles ficaram mais ousados, mais atrevidos, não tem medo de nada, pois sabem perfeitamente que a impunidade campeia solta, por leis que eles próprios fizeram em seus benefícios, com a nossa colaboração, infelizmente. Vamos deixa-los de lado, pois não tem solução, a única saída possível seria elaborar uma nova Constituição, pura utopia de minha parte, desculpém-me Enfim, sem mais delongas, o melhor seria, colocar um disco na vitrola, do saudoso Francisco Petrônio, e ficar divagando na saudade, degustando livremente um copo do falecido Cuba Libre.