A personalidade é congênita ou se amolda durante o tempo?

Existem para nosso deleite e reflexão, alguns ditados populares que sempre vêm a calhar em determinadas ocasiões, às vezes, até dispensando outros comentários a respeito. Digo isso, porque no assunto em pauta podemos lembrar-nos de alguns que poderiam tentar elucidar a nossa dúvida, a começar deste: “pau que nasce torto, morre torto.” Considerando isso, fica-nos uma dúvida atroz, pois, neste entendimento, a gente acaba rotulando as pessoas. É como se uma pessoa que foi presa e cumpriu sua pena, mas, infelizmente, ficará marcada pela vida toda como um ser de personalidade duvidosa e, que jamais terá condições, em nossa concepção, de ser uma pessoa do bem. É isso ou não? E, num outro dito popular, podemos ressaltar também certo preconceito afirmado, o qual deve ter sido feito considerando apenas as aparências e, que certamente também rotula as pessoas, senão vejamos: “digas-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. Pronto a pessoa já está marcada com se fosse gado no pasto, bastou simplesmente aquele procedimento para que a gente determinasse o perfil de sua personalidade. Diante destas confrontações, dá-se para notar que o assunto em pauta é deveras controverso, tendo assim vários pontos de vista. Todavia, o nosso é que as pessoas sofrem durante o percurso da existência mudanças significativas, inclusive, sobre atitudes antes assumidas e, que hoje com o passar do tempo foram totalmente mudadas e, vistas com outros olhos. Em vista disso, a nosso ver, as pessoas sempre estão à mercê do “habitat” em que vivem, sujeita, portanto, as mudanças e transformações. Em assim sendo, achamos uma estória muito interessante que conta o diálogo de uma avó com o seu netinho, quando ela estava escrevendo uma carta e, o pequeno indagou: a senhora está escrevendo uma carta sobre a família, então, deve estar falando alguma coisa sobre mim. E, a velha senhora, confirmou, porém, acrescentou: além de estar escrevendo esta carta, o mais importante é que estou fazendo com um lápis e, gostaria muito que fosse como ele quando crescesse. O menino olhou meio descrédulo para o lápis e, disse que era um lápis, igual a todos os outros que ele conhecia, portanto, não via nada de anormal. A avó acrescentou: tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. “Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos, esta mão nós chamamos de Deus e, Ele deve sempre conduzí-lo em direção a sua vontade”. “Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar que estou escrevendo e usar o apontador. Isto faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas lhe farão ser uma pessoa melhor”. “Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça”. Quarta qualidade: “o que importa no lápis não e a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.” Quinta qualidade: “o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços e, procure ser consciente de cada ação”. Concluindo, cremos que o mais importante de todos nós é saber durante nossa vida discernir o bem do mal, crescer regando as virtudes para que elas estejam sempre viçosas e, prontas para serem distribuídas, a fim de expandir os bons exemplos e, viver como Deus nos determinou, ou seja, com fé e com amor, só isso.