É sabido por todos que o nosso país tem como modelo político o sistema presidencialista, ou seja, o povo através do voto, direto, obrigatório e secreto, escolhe seus governantes, tais como: Presidente da República, Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Prefeito Municipal e vereador. Estamos aí às portas de mais uma oportunidade para escolher os nossos representantes nas diversas funções. Seria realmente importante se o povo usasse esse expediente com lisura, correção e, acima de tudo consciência. No entanto, começa e termina eleição é sempre a mesma coisa, ou seja, tem muita gente que depois das eleições nem sabe o nome do candidato que votou, tal é desleixo com que é tratada esta definição tão importante. Vemos com muita freqüência todo mundo discutindo sobre a atuação de governos e também dos legislativos. Todavia, na hora certa, na qual devemos levar a sério, somos relapsos, isto é, nos deixamos levar por qualquer coisa e não cumprimos o dever de cidadão. É bastante comum a gente ouvir ou mesmo falar mal da atuação do presidente, do governador ou mesmo do prefeito, no entanto, na maioria das vezes não temos razão para isso. Uma vez que quando votamos o fazemos sem nenhuma preocupação de escolher o melhor, ou na pior das hipóteses, escolher o menos ruim. E, por incrível que possa parecer existem muitos eleitores que nem votam, vão lá apenas para cancelar o voto ou votar em branco. São nessas circunstâncias que, embora muitos ignorantemente não saibam, perdemos todo direito de reclamar, pois não participamos da escolha. Portanto, reclamar do que? Assim, caros colegas aposentados, a situação caótica e sem rumo da qual nos encontramos é um puro reflexo desta nossa falta de representante que tenha força constitucional para falar em nosso nome e defender os nossos direitos. Hoje, sabemos que o caminho é a política, sem ela não se faz nada, absolutamente nada. Tanto é verdade que a maioria dos grupos representativos, tem lá nas câmaras os seus representantes. Pois, cada um de nós já ouviu dizer, a Bancada dos Evangélicos, Bancada dos Ruralistas, Bancada dos Ambilientalistas e daí para frente. Temos ainda algum tempo até as eleições, não muito, mas, podemos nos reunir e discutir essa representação e, parece-nos que temos condições de escolher, se for consenso e conveniente para o grupo, podemos jogar todas as fichas no escolhido. Se, por ventura, futuramente a atuação de nosso representante não estiver correspondendo, temos de quem cobrar. Infelizmente, é a única esperança que nos resta, temos que arriscar, pois, perdido por perdido truco. Pensem….