Pai

Há algum tempo atrás, não lembro quando, um produto não se sabe se esportivo, alimentício ou farmacêutico lançou um comercial na televisão, onde aparecia um homem brincando com uma criança, ajudando-a nos afazeres escolares, fazendo curativos em seus arranhões das traquinagens diárias, ajudando-a tomar banho, cobrindo-a nas noites de inverno, enfim, fazendo-se presente em sua vida, dando-lhe segurança, proteção e algo mais. No fim do comercial, aparecia a frase em destaque “não basta ser pai é preciso participar”. A propósito, me lembrei de uma estória, que também é oportuna para o momento, que diz mais ou menos assim: “um garoto de aproximadamente seis ou sete anos, quando o pai chega do trabalho a noitinha, ele lhe faz a seguinte pergunta, pai quanto o senhor ganha por hora lá no seu emprego”? “O pai cansado, responde grosseiramente para o filho, sei lá menino, vai brincar e, vê se não me amola com esse tipo de perguntas”. “O menino ficou muito triste e foi fazer a tarefa escolar meio decepcionado”. “O pai se arrependeu porque viu que o seu filho tinha ficado muito chateado e foi ao seu encontro, puxou conversa e, disse-lhe, filho sobre a sua pergunta, o pai ganha seis reais por hora, por que quer saber”! “Aí o filho falou que tinha um cofrinho e dentro havia em moedas três reais e cinqüenta centavos, portanto, só faltavam dois reais e cinqüenta centavos para completar seis reais, assim que tivesse a quantia, iria comprar uma hora do pai para que ficasse com ele”. “Ao ouvir o relato do filho, que tinha a esperança de tê-lo pelo menos por uma hora, duas lágrimas rolaram no rosto do pai arrependido”. Daí é certo que o ser humano não nasceu para ficar sozinho precisa de carinho, atenção, afeto e muito amor, isso é o combustível que alimenta a alma e a vida e, custa tão pouco ou quase nada. Assim, como homenagem para todos os pais vivos neste dia comemorativo, desejo um grande beijo e muita saúde e, aos pais falecidos, muitas orações e saudades.