Finalmente terminou a novela Paginas da Vida, considerando que as novelas neste horário da T.V. Globo, atingem em média uma audiência de mais ou menos 3l% , que significa aproximadamente uma população de 52 milhões de pessoas, o que, convenhamos, é uma fatia considerável de telespectadores. A nossa indagação é que analisando o conteúdo da estória apresentada, voltamos a estaca zero em matéria de aproveitamento cultural, familiar, moral, de cidadania, respeito e acima de tudo de caráter. Isto porque ficou bem claro e evidente que o mal quase sempre prevalece, pois dos personagens, apenas o casal Sandra e Gregório, saíu-se muito bem. Fizeram papéis de corruptos, canalhas, cafajestes e, conseguiram com artimanhas fraudulentas, enganar e aproveitar as vantagens que as situações lhes oferecia. Infelizmente aquele comercial horroroso que o ex-jogador de futebol Gerson apresentou anos atrás, “todo mundo gosta de levar vantagem, certo”, parece que se incorporou de maneira profunda no conceito popular. Esta novela foi um grande exemplo disso, pois, prevaleceu o mau caratismo. A preocupação maior é que a estória apresentada foi vista por um terço da população do país, com ramificações muito fortes, pois os meios de comunicação, no caso mais especificadamente a televisão é sem dúvida nenhuma uma das maiores formadoras de opinião da atualidade, pois alcançam todos os rincões desta terra numa fração de segundos, basta ligar o botão Longe de mim, querer patrulhar os meios de comunicação, porque basta se falar alguma coisas sobre o assunto, principalmente com relação a reportagens ou programas televisivos, que lá vem os arautos da verdade, defendendo a classe, alegando que a imprensa é livre. Todavia, é bom saber discernir entre liberdade e libertinagem, são ações completamente distintas. A idéia seria, que esse tipo de estórias, que por sinal, são belos contos, carregadas de devaneios e, que fazem as pessoas viajarem nas fantasias , deveriam ser apresentadas em teatros, casas de espetáculos, enfim, em ambientes fechados. Seria o máximo, se assim fosse e, cremos que, então, não haveria o cerceamento tão propagado pela imprensa. Sabemos que nossa luta é inglória e, que estamos clamando no deserto, porém, a nossa esperança é que a mensagem possa semear alguma sementinha dessa preocupação. E, que num futuro, não sabemos quando, principalmente os nossos governantes, possam acordar e verificar o tesouro que estão perdendo, que é a dignidade da presente e das próximas gerações.