Na década de 50, a febre da molecada era ler gibi (revista em quadrinhos), dos heróis da época e, aos domingos ir as vesperais no cinema, assisti-los na tela maior, era o máximo do máximo. A gente ficava a semana toda aguardando esses momentos maravilhosos e nos transportávamos naquelas figuras lendárias e, nos sentíamos realizados por possuir tamanha imaginação nas aventuras gloriosas do super-homem, imbatível e, além de tudo era o todo poderoso, cujos poderes não tinham limites, sendo que jamais na terra teria uma pessoa que pudesse enfrentá-lo. Isto para nós era demais e não passava pelas nossas cabeças que poderia haver alguém no universo que tivesse mais poderes do que nosso herói Super-Homem. Lembro-me bem que quando a gente estava assistindo um filme dele e, quando o mesmo em cena fazia seus malabarismos para salvar algum terrestre ou pegar algum bandido, a platéia inteira levantava, aplaudia de pé e fazia a maior algazarra, participando efetivamente da cena, era a maior festa e, a gente se divertia a bessa, era muito bom. Diante dessas lembranças super agradáveis, fui acometido de uma enorme tristeza, pois os tempos mudaram e agora os Super-Homens são outras figuras, que por sinal nos envergonham muito, pois viraram corruptos e maldosos causando péssimos exemplos para a nossa juventude. Estou falando do todo poderoso presidente do Senado Nacional, infelizmente cheguei a triste conclusão de que o próprio é o Super-Homem da atualidade, pois faz mais ou menos uns três meses que o dito cujo vem sendo bombardeado sobre falcatruas, corrupção e uso indevido do cargo, sendo que até o presente momento não teve ninguém que o tirasse do trono, então o homem é o não é o maioral, é lógico que é. Infelizmente o pseudo Tribunal de Ética do Senado é de mentirinha, onde os personagens brincam de legisladores, na verdade o país está atravessando uma crise institucional de idoneidade moral, pois aqueles que deveriam espelhar esta virtude, infelizmente estão nos envergonhando demais. Neste momento de pesar, gostaria muito que o Brasil inteiro aderisse a campanha recente lançada pela OAB de São Paulo, com o sugestivo título de “Cansei”, é que no fundo mesmo, todos nós estamos muito cansados de tudo isso, cansamos. Pior de tudo é que o sonho acalentado desde a juventude de um Super-Homem maravilhoso, de repente virou um grande pesadelo, pois o Super-Homem de hoje é de barro e sujo. Vejam, que até isso os políticos conseguiram, arrebataram de nós as lembranças de uma geração feliz, rica em bons exemplos, para uma realidade vergonhosa e muito infeliz. Enfim, é como diz o ditado, cada geração tem o Super-Homem que merece.