Nada mudou, pelo que parece…

Começamos o ano de 2.008, com muitas esperanças e aguardando mudanças nos procedimentos e nas ações dos políticos nacionais, haja vista que pelos momentos difíceis que passamos, agüentando toda sorte de desmandos feitos e sacramentados por eles mesmos, tínhamos a utópica esperança que aconteceriam mudanças significativas, considerando a não aprovação da famigerada CPMF, o que de certa forma era um excelente começo. Não precisou avançar muito no tempo, ou seja, o mês de janeiro nem bem começou e recebemos a bela notícia através da área econômica, anunciando o aumento de alguns tributos para compensação da perda dos bilhões que representava a arrecadação da decantada CPMF. Interessante que nós pobres mortais, fazemos a vida toda muitas contas e tentamos da melhor maneira possível equilibrar o orçamento doméstico, para evitar de todas as formas constrangimentos recíprocos entre nós e nossos credores, procuramos sempre manter em dia os compromissos assumidos. E, para que isso ocorra, buscamos de várias maneiras fazer na ponta do lápis uma conciliação entre as receitas e as despesas, equacionando quais delas iremos cortar, procurando conjuntamente na família escolher aquelas que deixaremos de tê-las ou diminuí-las, usando o raciocino lógico para se fazer um ajuste que melhor atenda as necessidades do momento, tentando traumatizar o menos possível os envolvidos nos cortes. Todavia, em muitos casos, não é possível deixar de traumatizar, tanto é verdade que os cortes, às vezes, precisam ser profundos atingindo pontos vitais, tais como: mudanças radicais de convivências, transferências de filhos para escolas públicas, racionamento de energia elétrica, troca de ar-condicionado por ventiladores, corte de assinaturas de jornais, revistas, clubes, não viajar nas férias e demais entretenimentos, tudo isso para se poder fazer frente a tempos de vacas magras e tentar continuar vivendo com dignidade. Mas, opostamente o que faz o governo, aumenta o sacrifício do povo, para ele poder continuar gastando a vontade, quando o certo seria fazer como todo mundo faz, ou seja, apertar os cintos. O que nos tem incomodado é que os donos do Brasil, com a maior cara de pau, estão fazendo negociatas, ou seja, o governo anunciou que estará a disposição dos parlamentares uma centena de cargos de segundo escalão para barganhar com o consentimento deles sobre a permanência dos novos tributos, sem que haja nenhum tipo de questionamento sobre o assunto. A nossa certeza é que eles vão aceitar a proposta e, novamente nós vamos dançar, infelizmente nada mudou, é o que parece…