Mãe, com certeza, é uma das palavras mais lindas e sublimes de toda a face do universo. Obviamente, mil e outras existem, todavia, a palavra em questão é de um significado tão abrangente que não existe nenhuma qualificação que a possa denegrir. O destino das mães a nenhum ser da terra coube e é exclusivo delas, pois, elas são a matriz da vida. Assim sendo, caso não houvesse a manifestação espontânea do Criador em criar a mulher, o mundo feneceria, pois, de onde viriam as pessoas. E, por falar em denegrir, é bastante oportuno se lembrar de algumas mães que por um infortúnio casual de contingências da própria vida, sem motivo justo, abandonam seus recém nascidos à própria sorte. E, por outro lado, é também bom que se frise que essas referidas mães são na verdade exceções circunstanciais da própria regra. Sendo que de todos os casos sabidos de abandono de recém nascidos há quase que repentinamente o arrependimento eficaz, pois, a natureza de pronto abomina e, fala mais alto os laços sanguíneos. Mas, no contexto global as mães são verdadeiramente a sustentação da natureza humana, haja vista que todos nós indistintamente fomos guiados, orientados e acalentados pelas mãos divinas e incansáveis de nossas mães. Indiscutivelmente as primeiras iniciativas de nossas vidas foram ensinadas, vigiadas e amparadas por elas, os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros curativos, as primeiras lágrimas depois de qualquer insatisfação, enfim, cada um lembre-se de sua lista e vão notar que as mães sempre se fizeram presentes. Interessante que o tempo vai passando e a gente egoisticamente vai se esquecendo disso, infelizmente. Ontem, por exemplo, um dos meus netos, foi com sua turma de escola visitar o Asilo dos Velhinhos, atividade escolar, ficaram lá por uma hora e conversaram com os residentes. À noite, conversando comigo, me informou de sua atividade e, disse que a visita foi um tanto incomodativa, uma vez que havia muitos velhinhos que lá estavam e, os mesmos tinham família. Sua indagação foi porque isto acontecia e, confessou também que lá tinham muitas mãezinhas. Fiquei um pouco titubeante, mas, respondi que a intenção da visita era realmente de mostrar um outro lado do mundo e, que nem tudo é mar de rosas como eles estão acostumados. No final do papo o que me emocionou muito foi que ele disse com os olhos cheios d’água: “vô quando eu for moço, não vou colocar a minha mãe lá no asilo”. Que bom, disse eu, e, lembrando de uma frase do cantor Milton Nascimento, em uma de suas canções, que diz: “amigo é coisa para se guardar dentro do peito”. Ouso, timidamente, parafraseando o texto, dizer: “mãe é coisa para se guardar eternamente dentro do peito”. Quando somos jovens achamos até que as mães, na maioria das ocasiões são chatas e pegam demasiadamente nos nossos pés. Isto porque, na nossa minúscula compreensão cremos que os seus cuidados não se fazem mais necessários, uma vez que, supostamente, achamos que sabemos caminhar sozinhos, ledo engano, porém, a nossa soberba geralmente neste estágio da vida, escurece a nossa mente e, teimamos em ignorá-las. O tempo passa e, no reverso da medalha, isto é, depois que constituímos as nossas famílias, vamos observar, às vezes, não tardiamente, que quanta falta a nossa mãezinha faz principalmente no que diz respeito aos cuidados com os nossos filhos. É, neste preciso momento que a mãe magicamente vira avó, ou seja, torna-se mãe duas vezes. E, como um alerta para todos nós, é muito importante não deixarmos escapar a oportunidade da receptividade de um beijo, um abraço e um carinho, enquanto elas estiverem aqui com a gente, porque é fato que ninguém vive eternamente, inclusive as mãezinhas. E, amanhã, domingo maravilhoso que especialmente é dedicado às mães, dedico de todo o coração um grande abraço quentinho para as mães vivas e, para as falecidas muitas saudades e orações. Amo-as todas.