Tomei a liberdade de emprestar o título da revista Veja desta semana, onde traz em uma excelente reportagem todos os meandros da máfia das sanguessugas, com fotos e nomes dos 112 (cento e doze) parlamentares envolvidos e mais 60 (sessenta) prefeitos. Interessante que ao ver a lista, a exceção de um ou dois nomes, os demais, ou seja, quase que a maioria absoluta, é formada por ilustres excelências desconhecidas de todos nós. Daí é fácil deduzir que são candidatos rotativos, que ganham uma eleição, fazem o seu pé de meia e, ficam para sempre com a situação financeira definida, nas nossas custas. Se, bem me lembro, esta ciranda, ocorre em todas as legislaturas, fazendo-nos lembrar de uma frase célebre do Presidente Lula, há muitos anos atrás, que disse: “A Câmara Federal é composta de mais de 300 (trezentos) picaretas.” Tinha razão ele? Sim ou não! Voltamos ao ponto inicial, onde já discutimos que o remédio continua sendo o nosso voto, todavia, devido a costumes culturais, existem resquícios em alguns lugares mais acentuados do que em outros, de certo coronelismo, ou seja, algumas famílias por tradição acabam se posicionando como donas dos lugares, fazendo prevalecer suas vontades, entre seus trabalhadores e ou empregados, impondo com isso seus candidatos, que lhes serão por conveniência, favoráveis aos seus propósitos, infelizmente. Por outro lado, vislumbramos grandes melhoras, uma vez que parte da população já está tomando consciência desta situação, pois estão constatando que os candidatos votados, somem depois de eleitos, e nada fazem por eles durante a gestão. Pelo sim ou pelo não, melhor então escolher alguém comprometido com o trabalho, com a honestidade e. acima de tudo com as pessoas. É neste aspecto que o voto livre e independente, ganha uma dimensão maior, pois possibilita o desenlace dos grilhões da obediência cega e burra, tornando-nos felizes, numa pátria igual para todos, onde teremos condições de cobrar de nossos representantes, mais ação e melhor distribuição de renda e oportunidades. Isto, somente alcançaremos através do voto consciente, não existe outro caminho. Pode parecer utopia, mas não é não, acreditem. A importância deste momento político, teria que ser destacada, não sei como, mas através das instituições, clubes de serviço, e até ressuscitar as famosas “caras pintadas”, para que a nível nacional fosse dado o grito de alerta, desmascarando os maus políticos e, realçando com ênfase a força do voto livre e democrático. Não precisaríamos de mais nada.