Domingo próximo passado, estava eu assistindo o programa do Fantástico, quando surgiu uma reportagem impressionante para não dizer chocante, pois só a sua apresentação nos deu uma grande sensação de vazio e, sentimos intimamente que o ser humano está cada vez mais distante de Deus e dos irmãos semelhantes. Estamos comentando sobre a aparição de um lugar muito lindo do Rio de Janeiro, um verdadeiro cartão postal, aonde turistas internos e externos lá vão para registrar com fotos à beleza incomparável do local. A reportagem levou o título de Ética, pois mostrava diante daquela beleza toda, um corpo inerte, agasalhado em um saco plástico e colocado na calçada da praia, aguardando providências de remoção pela ambulância. Havia aquele ser, morto afogado, momentos antes e, jazia ali na calçada sem identificação, como se fosse um indigente e, poderia ser que fosse, mas acima de tudo era anteriormente uma pessoa viva, como nós mesmos. Até aí tudo bem, isso acontece a todo o momento, mas o pior de tudo é o que motivou a reportagem foi exatamente a indiferença verificada por todas as pessoas que lá estavam, continuaram tirando as fotografias com os familiares, brincando, rindo, se divertindo, como se aquele corpo não estivesse ali, è como se o corpo se confundisse com a paisagem, transformando-se num coqueiro, num banco, num chafariz, em tudo que se pode imaginar, menos em um ser humano inerte pela fatalidade da vida. A mim, me pareceu que o título da reportagem foi um tanto quanto equivocado, pois aquilo pareceu tudo, menos falta de ética, demonstrou claramente, uma falta de respeito, falta de caridade, falta de humanidade e, principalmente uma completa falta de amor, caracterizando-se assim, os caos de relacionamento em que estamos vivendo, e isto não se pode negar. Daí, concluímos que estamos alimentando demasiadamente o sentimento do egoísmo, o que nos torna insensíveis, indiferentes e alheios ao que ocorre a nossa volta e, isso é muito ruim e nos afasta definitivamente do Criador, lamentavelmente.