Força de vontade

Normalmente somos subjugados por vícios incontroláveis, que as vezes habita somente na nossa mente, considerando que somos dotados de raciocínio que é a capacidade operacional das motivações, portanto, podemos fazer tudo àquilo que nos apetece, basta usar a nossa vontade. Assim é que não existe nada que não possamos fazer, exceto quando obstruídos por força maior advinda naturalmente de questão física acima de nossa capacidade, caso contrário, basta que tenhamos a força de vontade de realizar a obra. Comecei assim o assunto, porque dias destes um amigo curiosamente me indagou: você já fumou e, eu respondi, já fumei milhões e milhões de cigarros, durante vinte sete anos de minha vida e já faz mais ou menos uns vinte e dois anos que larguei o maldito vício. Aí, ele mais perplexo ainda perguntou, cara como você conseguiu tal proeza, vai ver que se intoxicou de remédios, não foi? É aí que você se engana respondi, mas vamos fazer o seguinte, fica sentadinho aí e preste bastante atenção que vou lhe contar como fiz para deixar o vício. Durante toda a minha carreira de bom fumante,  não ameacei e nem deixei de fumar um só dia siquer era, portanto, fiel ao cigarro, pois jamais o havia abandonado, e eu era meio exibido neste pernicioso vício,  pois fumava uma marca clássica da época chamada de Luiz XV que era no ranking dos cigarros uma das elites. Mas, como todos sabem, pode ser elite ou popular, não importa todos faziam ou fazem mal a saúde, isto com certeza é consenso geral. Afora todos esses malefícios,  durante os últimos cinco anos antes de largar de fumar, fui observando algumas coisas que me fizeram pensar muito sobre o assunto, haja vista que comecei a me sentir meio rejeitado, pois em quase todos os lugares que ia, havia restrição para os fumantes, ou seja,  avisos ou eram avisados pessoalmente por alguém da proibição E, para o meu azar nestes últimos cinco anos de viciado, estava fumando mais ou menos cinco carteiras de cigarros por dia, ou seja, acendia um cigarro atrás do outro. E, isso estava  me qualificando em certos lugares como “persona  non grata”, pois a proibição começou abranger muitos lugares, ou seja, nos restaurantes, nos carros dos amigos, nas residências e também em muitas reuniões de trabalho que tinha que freqüentar, a situação começou a ficar insustentável. Comecei a pensar seriamente sobre o assunto e me sentia realmente marginalizado, além do mais não tinha ainda conscientizado do risco que estava colocando a minha saúde. Pois o fumante segundo pesquisas médicas é um sério candidato a adquirir um câncer e isto é um fato cientificamente comprovado o que veio somar ainda mais forte na minha decisão de largar o vício. Outro item importante que considerei foi de estar forçando por tabela pessoas inocentes a fumar, principalmente a minha família.  Daí então, iniciei um processo mental de preparação para por em prática uma vida nova sem o cigarro, demorei aproximadamente um ano amadurecendo a idéia e, de repente num belo dia sentindo estar pronto, fumei o último cigarro com o maior carinho do mundo e, só informei sobre a decisão para minha esposa, observando a ela que não comentasse com ninguém, pois caso me acovardasse, somente ela iria tirar sarro em mim. Cara, durante os primeiros trinta dias fiquei completamente alucinado, quase que subia as paredes de costas, mas ignorando tudo isso, coloquei  minha concentração unicamente na necessidade que tinha de não fracassar, dizendo para mim mesmo naqueles momentos difíceis, “sou ou não sou capaz, será que um pouquinho de droga (fumo) enrolado em um papel vai me vencer, isto eu não vou permitir” e, naquela luta, graças a Deus, prevaleceu o bem sobre o mal, venci a batalha. Amigo, desconfio que a sua indagação e interesse sobre o assunto é porque ainda fuma e não consegue largar, mas você tem fazer esse exercício, ou seja, colocar a sua força de vontade acima de tudo e conseguir ver que é capaz de enfrentar o dragão basta querer.