Dizimação

Dizimação é uma das palavras que não deveria existir no dicionário, haja vista que o seu significado é por demais desastroso e, por que não dizer sem retorno. Segundo o velho Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, a palavra significa “matar, destruir ou exterminar em parte, dissipar, desbaratar, produzir devastação”. Como é horrível e trágico, quando sabemos de alguma catástrofe, logo nos vem à mente o significado da palavra dizimação e, não dá outra, vidas ceifadas, racional e irracional, às vezes é a natureza se aborrecendo com os desmandos dos homens, outras vezes são os próprios homens provocando os seus limites. Infelizmente, devido a vários fatores as ocorrências se tornam cada mais freqüentes e acentuadas. Basta ligar a televisão ou correr os olhos pelos periódicos para se ver ou tomar conhecimento destas tristezas todas, são rios apresentando milhares e milhares de peixes e outras espécies boiando mortos nas superfícies, asfixiados devido a dejetos químicos jogados pelas fábricas ou mesmo pelos esgotos propositadamente canalizados com esse destino, lançados pela população, por falta de uma política básica de infra-estrutura para preservação do meio ambiente e da saúde pública. E, quanto às famosas queimadas dos pés de cana-de-açúcar, que matam indistintamente animais de todas as espécies, sem que haja a mínima preocupação em preservá-los, além do mais produzem também as incomodas fuligens que perturbam e provocam mal estar às populações vizinhas do espetáculo dantesco. Uma das devastações mais gigantescas é o desmatamento incontrolável das florestas amazônicas, lá coisa pega, pois sua grandeza quilométrica e a falta de fiscalização, ora por deficiência de contingente oficial, ora por extrema conveniência, para posterior divisão dos lucros, impossibilita uma ação mais efetiva e eficaz. Em contra partida a essa falta de ação governamental, a mata amazônica está sendo dizimada e, com ela a fauna e a flora, pois é indescritível o número de plantas medicinais e também de animais que estão desaparecendo da face da terra, pois o maior viveiro aberto do mundo está morrendo. E, por falar nisso, lembramos também que estamos às voltas com uma antiga doença, chamada Febre Amarela, onde desta vez, segundo noticiários tem atacado principalmente os macacos. Por curiosidade, soubemos que os mesmos não estão sendo vacinados devido às dificuldades que os vigilantes sanitários encontram em pegá-los. Em vista dessa pequena dificuldade vamos deixá-los morrer?   Lembremos que aqui em nossa cidade, temos a belíssima Mata dos Macacos, situada na região norte, onde abriga algumas unidades deles, além do lado humanitário, temos o dever incondicional de preservá-los, fazendo a nossa parte. Afora todas essas calamidades envolvendo a natureza, temos ainda aquelas dizimações envolvendo o próprio homem, as quais vamos encontrá-las, nas estradas, onde as mortes estão ocorrendo em pencas, como se fosse bananas mesmo, estamos nos acabando num suicídio em massa. Finalizando, a América Latina, está em alerta geral, pois os reizinhos nativos (Venezuela, Colômbia e Equador), estão querendo envolver todo o continente sul-americano num conflito armado, onde faltamente todos sofreremos. Deus queira que não sejamos alvos de mais essa inevitável dizimação.