Deve ter sido um engano

Votuporanga, como a maioria das cidades brasileiras, a exceção de algumas, principalmente a capital federal Brasília, que foi devidamente projetada e nasceu do talento e riscados do gênio da arquitetura Oscar Niemeyer, as demais inclusive a nossa cidade, surgiu do desbravamento de colonizadores, homens rudes e trabalhadores, portanto, não obedeceu a nenhum planejamento, sendo que as glebas de terra foram esquadrejadas à época sem a visão de crescimento urbano, possibilitando uma expansão, às vezes desordenada, porém, os pioneiros, independente de planos e projetos tinham uma fé inabalável de estarem construindo uma grande cidade, neste particular, acertaram na mosca. A cidade cresceu e hoje dentro dos seus setenta anos, mostra a pujança e a força dos seus habitantes, governantes e vizinhos, que acreditaram e acreditam piamente no seu desenvolvimento, cujas respostas positivas em todos os setores, tais como, educação, comércio e indústria, têm dado aos empreendedores o respaldo necessário para investir, na certeza de retorno compensador. Um de nossos problemas mais sérios são as ruas, as quais de larguras inadequadas dificultam sobremaneira o trânsito e a circulação de veículos, sendo que o caos maior se localiza na rua principal da cidade que é a Amazonas, onde o desembocamento de veículos converge necessariamente para aquele logradouro, provocando congestionamentos e dificuldades na área central. Sabemos que a cidade é possuidora de um número muito grande de veículos, somados as motocicletas e bicicletas, mais os veículos das cidades vizinhas, proporcionam um verdadeiro mar de rodas circulando por espaços não suficientes para essa frota toda. Sabemos também do esforço titânico que a administração pública está fazendo para amenizar os problemas, com fiscalização, sinalização de solo e semáforos, tudo isso tem ajudado muito a condução e orientação dos pedestres e motoristas. Todavia, o que nos causou surpresa foi à autorização, quando da reforma do prédio para abrigar uma farmácia, de um estacionamento dentro da loja. Na ocasião achamos que tal permissão só poderia ter sido um engano, uma vez que o próprio trânsito daquela rua já é caso de polícia, acrescido agora do estacionamento, piorou. Cremos que neste ínterim já se teve a oportunidade para verificar que tal estacionamento tem causado sérios transtornos, tanto para os pedestres quanto para os motoristas que se aventuram em estacionar lá, uma vez que o local não permite facilidade de manobra para entrar e, principalmente para sair, pois é próximo a um semáforo, o que dificulta mais ainda, além de colocar em risco os transeuntes que às vezes distraídos passam pela calçada. Como apoteose final, seria a glória maior, se aquele espaço do estacionamento se transformasse numa belíssima vitrine com um lindo visual dos produtos daquela importante rede de farmácias, para deleite e tranqüilidade de todos nós.