Não sei por que toda vez que ouvimos alguma notícia sobre algum procedimento oficial sentimos profundamente um cheiro de chifre queimado, ou seja, um odor muito ruim e esquisito, que entra pelas nossas narinas e afeta todo nosso organismo, fazendo-nos um mal danado. Interessante que parece brincadeira, mas todas as ações governantais são inversamente proporcionais ao que deveria ser certo e correto, considerando que a administração pública foi instituída para “administrar” as verbas públicas e fazem exatamente o inverso. Para ilustrar o fato, temos um exemplo muito recente, ocorrido dias destes, que é: Após o término dos Jogos Pan-Americanos, todos os recursos disponibilizados pelo Governo Federal, ficariam no Rio de Janeiro para serem incorporados ao patrimônio do estado para utilização e a serviço da população, ou seja, todas as benfeitorias deveriam ser aproveitadas. Para segurança do evento foram colocadas um mil e oitocentos viaturas novas, que estão estragando e apodrecendo nos pátios, não podendo ser utilizadas por pura burocracia administrativa, referente papeladas entre os órgãos públicos responsáveis pela transação. Em contra partida, o pior de tudo isso é que foi mostrado em reportagem da TV, que a maior parte das viaturas da polícia carioca está um verdadeiro bagaço, sem a mínima condição de uso, inclusive em muitos casos os próprios policiais estão fazendo “caixinha” para consertar aquilo que é possível. Enquanto isso, as viaturas novas estão se deteriorando. Como é possível uma situação dessas, sendo que o mais coerente em qualquer lugar do mundo seria aproveitar o benefício, afim de que os recursos públicos, tirados de nosso suado salário, através dos exorbitantes impostos, fossem mais bem aproveitados. A exemplo do que já falamos em oportunidades passadas, o povo reclama com razão sobre a terrível carga tributária que nos sufoca, todavia, ficaria muito mais satisfeito se os recursos fossem distribuídos em benefícios da população mas, como tudo tem um sentido invertido, lá se vai nosso “dinheirinho” pelo ralo, quando não para os bolsos de alguns republicanos “distraídos”. E, nós como ficamos, como sempre, a ver navios. Até quando? Só Deus sabe.