Estive todos esses dias me remoendo por dentro, em vista dos recentes acontecimentos e, cheguei a triste conclusão que realmente estou muito desiludido e decepcionado. A gente percebe claramente que a volúpia dos tempos atuais assola a todos nós e, tudo gira em torno de vida fácil, não importa como. Falo assim, principalmente devido o caso do assassinato da ex-amante do goleiro Bruno, a jovem Elisa, cujo suposto desfeche está assombrando o mundo inteiro. O acontecimento em si, embora possa parecer absurdo, considerando a incompreensão dominante, passa a ser normal em se tratando de crimes. Todavia, o que está estarrecendo a opinião pública foi à forma em que se deu o crime, pois, segundo consta os criminosos fizeram verdadeiro vandalismo com o corpo da mulher. E, o que nos deixa estarrecidos é que a história conta que jogaram após esquartejá-la, os seus restos mortais para alimentação de cachorros. No único intuito de apagar quaisquer vestígios da barbaridade cometida. Amigos me perdoem pela narração, mas fui obrigado a fazê-lo, uma vez que não dá para acreditar a quanto chega à insanidade das pessoas, principalmente em se tratando de valores materiais. Agora eu pergunto: Dá ou não dá para se ficar desiludido e decepcionado com as reações humanas? Não se dá para medir a quanto chega à insanidade das pessoas. Pois, num ato desta natureza onde se joga partes humanas para alimentação de animais, ficamos numa dúvida atroz, em saber se também não somos nós tão irracionais quanto aos animais! O dilema existe porque quando se afirma uma condição verdadeira à maioria aceita, por exemplo: quando se diz que uma pessoa é ladra e, de fato ela é e, ela própria aceita a peja, não há nada de anormal. No entanto, se for ao contrário, ou seja, afirma-se que é ladra e ela não é, daí se tem um pequeno problema, às vezes até judicial. O que se quis dizer com isso é que no caso do assassinato da Elisa, o que por si só já constitui um ato hediondo, além disso, desossar o corpo e jogar para os cães, aí já se torna uma ação literalmente irracional. É por esse tipo de comportamento que a qualificação de que somos dotados de racionalidade deixa sérias dúvidas no ar. E, para complementar mais ainda a incomoda situação, temos também segundo a mídia mais um crime bárbaro acontecido com a advogada Mércia Nakashima, que foi morta e jogada no próprio veículo dentro de uma represa no interior paulista. A autópsia registrou que a mesma ainda estava viva quando o carro afundou. Tudo realizado com altíssimo grau de crueldade e, também praticaram o delito com a preocupação de apagar quaisquer vestígios do crime. Neste ato macabro, a ausência de racionalidade foi também o ponto alto da consumação. Infelizmente, depois do primeiro crime da humanidade referente ao assassinato de Abel por Caim, a porta do Inferno se escancarou para a saída do mal e, consequentemente de sua convivência entre nós. São por essas e outras que o nosso coração está desiludido e decepcionado, o que no fundo no fundo não deixa de ter razão. E, mais uma vez aproveitando a letra de uma música sertaneja, a qual nos parece bastante oportuna para este momento, que diz mais ou menos assim: “a coisa tá feia, a coisa tá preta, quem não está nas mãos de Deus, está na unha do Capeta”.