Dependências

Gozado e interessante como o ser humano já nasce dependendo de alguma coisa, lá dentro do útero materno é ligado pelo cordão umbilical que o conserva vivo e alimentado durante toda sua gestação e, tem gente muito ingrata que não dá nenhum valor a mãe, que incansavelmente e toda sorriso, transporta essa carga durante meses sem reclamar. Depois disso, ao nascer começa outro ciclo de dependências, quase epopeica, uma vez que enquanto o jovem pupilo não adquire certas habilidades, a barra da saia da mãe é o lugar mais seguro do mundo. Se formos enumerar todos os ciclos veremos que enquanto não se sai da casa do pai, o cordão umbilical, embora agora fictício, permanece firme é como se estivesse em  um porto bem seguro, sem riscos de chuvas e trovoadas em todos os aspectos, quer econômico ou de outras necessidades, não importa, o guarda chuva de proteção paterna estará lá sempre aberto. Quanto a esses tipos de proteção, as qualificamos como naturais da existência, os quais fazem parte intrinsecamente do sentido de proteção inerente da própria criação, são atitudes de preservação da espécie nascida com o ser humano. Todavia, existem infelizmente milhares de dependências que escravizam os homens e mulheres, tais como: drogas de todos os tipos, computadores, celulares, jogos de azar, bebidas, cigarros etc. Considerando que da maioria dessas dependências enumeradas o seu uso pode ser bem aproveitado pela sociedade se a utilização for feita dentro dos parâmetros legais, no entanto, sabemos que o uso inadequado torna-se evidentemente um vício incontrolável e às vezes levam as pessoas para lugares indesejáveis e de retorno penoso e muito dolorido. Com relação às drogas, podem ser usadas em medicamentos, porém, o seu desvio de utilização todos sabe dos males grandiosos que produzem, além de acabar com a pessoa, provoca um negócio vantajoso para aqueles que comercializam o produto, cujo resultado financeiro é fonte de financiamento de um mundaréu de outros subprodutos, tais como corrupção e prostituição e outras atividades não menos legais. Sobre os computadores, não existe definição precisa que qualifique a utilidade da máquina, foi uma revolução tão grande nos meios de comunicação, facilitando e diminuindo enormemente todos os caminhos anteriormente difíceis, neste aspecto foi um grande passo para o progresso dos meios de comunicação, sem nenhuma sombra de dúvida. Porém, é fato também que trouxe sérios problemas, principalmente na ala jovem, onde o seu uso indiscriminado possibilitou várias invasões e conhecimentos de muitas coisas anteriormente proibidas e que agora estão à disposição numa simples conexão de um site qualquer. Fora isso tem a dependência das horas infinitas e seguidas diante da máquina, colocando em cheque a autoridade dos pais, que não encontram solução para frear essa atitude, o que tem provocado discussões e brigas infindáveis dentro dos lares. E, a invasão dos celulares, cuja invenção também foi um marco na telefonia mundial, pois acho que esse dispositivo ambulante facilita sobremaneira a uns cem números de necessidades, pois em qualquer local que estiver você sabe que não está sozinho e pode se comunicar quando da necessidade de uma ajuda ou mesmo para dizer a  alguém que está precisando de sua informação para ficar mais tranqüilo. No entanto, a proliferação foi tão grande que obviamente cresceu a dependência pelo aparelhinho, chegando-se ao cúmulo de se ouvir de milhares de pessoas a famosa frase “eu sem o meu celular não sou ninguém, não vivo sem ele”, pode um absurdo desse? Uma coisa é certa, jamais poderemos nos livrar das dependências, pois vivemos em comunidade e, isso nos força a mútua ajuda, graças a Deus tem-se essa condição, porém, é certo também que os excessos ficam totalmente por nossa conta, pois cabe a cada um de nós medirmos o tamanho de nossa submissão. Ou somos escravos ou somos livres.