De quem é a culpa?

Dificilmente se vai descobrir, uma vez ou outra, em circunstâncias raríssimas aparece um “iluminado” que admite ser o culpado. Por que falo assim é porque assim é, senão vejamos: Um moleque malcriado, ou seja, sem educação mesmo, obviamente a culpa seria dos pais, mas geralmente eles se esquivam e jogam a culpa na escola, nos professores e até na própria sociedade, menos neles, não assumem a sua incompetência. Um time de futebol, perde uma partida, por deficiência técnica, na entrevista coletiva, o técnico o que faz, joga a culpa no árbitro, na grama do campo, na bola ou até na própria torcida, menos na sua  incompetência, não assume. Um cursinho preparatório para concursos, ao ter uma maioria de alunos reprovados, culpa diretamente os participantes, que não se empenharam, mas jamais admite as deficiências didáticas e pedagógicas da instituição, não assumem e nem admitem a possível fragilidade dos métodos adotados. Um político eleito, não cumpre nenhuma das promessas feitas e, administra pessimamente os programas estabelecidos em favor da comunidade, cinicamente transfere as  responsabilidades para o próprio sistema, para as  burocracias e, alegam também a incompreensão da população que não compreende as dificuldades que tem em atender as demandas, não admite em hipótese alguma sua incapacidade, sua falta de honestidade e demais virtudes ausentes. Num presídio, está devidamente provado e comprovado, na cabeça dos presidiários, que todos que lá estão são inocentes, não tem nenhum culpado, a culpa é da sociedade, do governo, da falta de oportunidade, dos pais, enfim de todos nós, menos deles, pois não assumem suas fraquezas e covardias. O universo de inocentes é muito vasto e infinito, porque, na verdade, ninguém assume nada mesmo, o culpado sempre é o outro.