Coitado do aposentado

De vez em quando se vê algum “iluminado” querendo chamar a atenção, se acorrenta em uma árvore em praça pública propagando greve de fome, alegando que o aposentado não recebe tratamento adequado. Pobre coitado vai morrer sem que ninguém note o seu tresloucado gesto, pois, o aposentado neste país é considerado um zero a esquerda. Tanto é verdade o que estou dizendo, haja vista, o que está prestes a acontecer com os aposentados da Fundação Cesp. O convênio de saúde intitulado PES, tem proposta de remodelação, cujo conteúdo está equiparado mais ou menos a um nocaute no já cambaleado aposentado. É certo que a situação atual com o plano existente havia deixado muitos aposentados já nos limites de suas possibilidades. Todavia, sabia-se que não estava bom, porém, os aposentados estavam contornando a situação e, se virando na medida do possível. Agora, de repente como se tivessem tirado um coelho da cartola, lá vem outra paulada no pobre aposentado, a reforma do famigerado PES. Aliás, não foi só um coelho que tiraram da cartola, desta vez temos certeza de que foi uma tremenda zebra no truque praticado. Assim, é que mais uma vez o aposentado ficou a ver navios, ou seja, de uma hora para outra vai precisar refazer seus planos para encontrar uma solução pelo menos paliativa, que possa fazer frente às novas despesas. Na verdade, muitos aposentados não terão a mínima condição financeira para enfrentar tais despesas adicionais. Em vista disso, terão que fazer com muita tristeza um estudo literal nas pessoas componentes de seu plano de saúde. Pois, diante da nova situação terão a degradante missão de escolher quem deve fazer parte do novo PES. Tira a esposa, a filha, o neto, a sogra ou a si mesmo! Vejam só a que situação chegamos ao fim de nossas vidas. É uma tragédia ou não é?  Todavia, ficamos sabendo que a AAFC juntamente com os Sindicatos dos eletricitários deliberaram em reunião a suspensão da referida reestruturação do PES. Graças a Deus. Mas, até quando? Uma vez que o aposentado vive em constante preocupação e, depois disso vai somar mais um pesadelo em sua vida, não é mesmo! No entanto, é bom lembrar que nesta altura do campeonato, nós aposentados precisamos muito mais de sonhos do que de pesadelos. Afinal de contas, nós merecemos.