Não há dúvidas de que existem milhares de coisas por este mundo afora que nos incomodam diariamente. Contudo, é certo também que o nosso espírito de compreensão se supera e nos acomodamos diante de algumas situações que pode nos parecer para o momento insolúvel. Todavia, como vivemos em comunidade, existem coisas que obrigatoriamente precisam se mantidas e, uma delas é o respeito para com o próximo, caso contrário, estaremos perturbando a tranqüilidade de nossos semelhantes. As cidades com os seus crescimentos, normalmente desordenados, agridem sobre todos os aspectos o mínimo de tolerância das pessoas, promovendo um cem números de atividades irregulares, as quais incomodam sobremaneira o convívio da comunidade. A bem da verdade, as coisas que incomodam só tendem a aumentar devido à falta de ação tanto do poder público como também por parte da própria população. Haja vista que todas as ações voltadas para solução de problemas não encontram eco naqueles que teriam a obrigação de resolvê-las ou de evitá-las. Senão vejamos: A cidade está completamente suja, ou por desleixo do poder público ou por inconseqüência natural de atitudes da própria população. No caso em si não importa de quem é culpa, aliás, não estamos procurando culpados, só queremos que se tomem as providências necessárias para solução dos problemas. Dias deste lemos nos jornais que vão ressuscitar projeto de lei sobre os panfletos, os quais com certeza absoluta são uns dos principais poluentes agressivos que colaboram significativamente para emporcalhar ainda mais a cidade. Cremos também que particularmente nesse tipo de episódio, as entidades representativas do comércio, deveriam participar intensamente intercedendo e envidando todos os esforços necessários juntamente com o poder público para ajudar sanar tão grave problema. Quanto às praças públicas, seria de todo conveniente que as mesmas de tempos em tempos, recebessem tratamento especial, como, por exemplo, uma bela lavagem e, demais providências para conservação e embelezamento do ambiente. Outro incomodo terrível que com certeza perturbam toda a população é a poluição sonora. Ninguém respeita as leis existentes no Código de Postura do Município. Tanto é verdade que mais um ano se passou e, na famosa Exposição, o som daquela festa fez obrigatoriamente com que toda a cidade participasse dos eventos, quer quisesse ou não. E, agora pergunto, alguma coisa foi feita para impedir? Obviamente que não. As lamentações e reclamações se diluíram como sempre, nos ouvidos daqueles que deveriam cuidar do bem estar da comunidade. E, quanto aos sons dos ambulantes, vemos uma verdadeira guerra, pois uns querem o seu som mais alto do que o outro e, assim os nossos tímpanos que se danem. Agora para completar o quadro de perturbação sonora, temos mais duas modalidades adicionais. Uma é o som dentro dos veículos particulares, os quais agem como se fosse realmente uma provocação, pois trafegam com os seus carros altas horas da noite, com o som ligado no máximo, sem se incomodar com ninguém e, pelo visto não temem nenhuma represália. Outra, é que algumas lojas comerciais, estão instalando nas portas de seus estabelecimentos potentes caixas de sons, também sem o mínimo respeito. Na verdade, o que lhes importa é ganhar a concorrência no grito, pois, a preocupação maior é e sempre foi somente o famigerado lucro. Daí amigos, vamos continuar como sempre, ou seja, sem voz e sem vez.