Comumente, em todas as partes do mundo, na área comercial, o pessoal responsável pela contabilidade das empresas, já está armazenando e contabilizando toda a documentação para possibilitar a elaboração do balancete referente ao exercício que está prestes a se encerrar. Essa é uma prática comum, onde os contabilistas buscam de todas as formas os subsídios necessários para apresentar um resultado dentro da realidade e que espelhe a veracidade das operações ocorridas durante o exercício em questão. Por outro lado não é diferente com relação às pessoas, só que por uma questão de formação e cultura não fazemos com clareza e dedicação um balancete sobre a nossa caminhada durante o ano que está findando para saber como fomos o que fizemos e para onde vamos. Ao oposto da contabilidade comercial, a nossa é referente à vida, daí a necessidade de uma revisão fria e consciente da caminhada que fizemos durante o ano, afim de que possamos estabelecer novas metas para o exercício seguinte. Quantos amigos e familiares se foram, quantos estão doentes, quantos perderam empregos, perderam família, desanimaram, não resistiram e se dobraram, quantos? E, nós que fizemos, nos acovardamos ou brigamos é agora o momento de colocar as pedras no tabuleiro da vida e avaliarmos os prós e contras. O balancete da caminhada é tarefa para pessoa de fibra, que reconhece os próprios erros e não tem vergonha de dobrar os joelhos pedindo forças ao senhor Deus para poder continuar, fazer a conversão naquilo que é preciso mudar de rumo, a fim de permitir novas conquistas e novas posições de convivência cristã entre os irmãos e familiares na busca de melhores dias. O filme de nossa vida deve ser reprisado com fidelidade para que haja sinceridade nas atitudes a serem tomadas, é certo também que vão existir situações que nos deixaram impotentes, mas também é certo que devemos ter nessas oportunidades consciência de nossas limitações e, é aí que crescemos perante as dificuldades, podemos até vencê-las com soluções mais caseiras e práticas, basta aplicarmos a atitude da humildade. A avaliação é muito importante, não podemos nos esquivar dela, uma vez que o objetivo principal é a gente passar pela vida e não deixar que a vida passe por nós, sem que percebamos. Daí seria um zero a esquerda, ou seja, absolutamente nada e essa constatação seria por demais decepcionante se, no balancete final, o zero estiver sido lançado na coluna de débito de nossa vida. Afinal, felizmente todos nós, indistintamente, temos condições de estabelecer metas e promover conversões para mudanças de procedimentos, basta que tenhamos a sã consciência do que somos e, promover a partir desses limites, objetivos exeqüíveis, com certeza, no final de cada ano, por ocasião da verificação do balancete, brindaremos com alegria a felicidade dos resultados alcançados. Mãos a obra.