Atitudes estranhas

Todos os dias a gente vê coisas e atitudes estranhas em qualquer parte que se queira olhar ou observar. Em casa, na rua, nas repartições públicas, nas áreas de lazer, é só escolher. Estava assistindo o Jornal Hoje na televisão, quando se apresentou uma cena muita estranha, na qual uma mãe sem teto, sem perspectivas e, sem proteção, estava sendo brutalmente dominada por guardas municipais da cidade de Jundiaí. Acontece que supostamente por ordem judicial, as autoridades estavam separando a filhinha de apenas dois anos de idade da própria mãe por vadiagem e mendicância desta. O motivo da ação baseou-se no fato de que a mãe estava usando a criança como suporte emocional para sensibilizar os corações das pessoas no momento do donativo. Até aí tudo bem, todavia, a violência empregada para cumprimento da ordem foi totalmente desnecessária e descabida, uma vez que as envolvidas não ofereciam nenhum perigo e eram por natureza pessoas muito frágeis. Num segundo momento, a gente acaba não entendendo como se separa mãe e filha, se o correto seria solidificar cada vez mais a permanência delas juntas para atender inclusive um apelo familiar. De qualquer modo a cena foi terrivelmente chocante. E, os comentários obtidos pela reportagem de profissionais da área, psicólogos, assistentes sociais, segundo eles, houve muita falta de tato e prudência por ocasião do desenlace. Inclusive uma psicóloga, comentou com muita propriedade que a própria mãe carecia de cuidados e, seria muito mais conveniente e apropriado que ambas fossem para uma instituição de acolhimento. Na pior das hipóteses para que não houvesse a violência e o trauma causado pela separação, a mãe deveria acompanhar a filhinha levando-a no colo até o local da internação. Com certeza, com esse procedimento lógico e natural evitariam as atitudes estranhas e inconseqüentes que foram tomadas que causaram a todos nós grande revolta e desconforto.  Sem considerar ainda os prejuízos causados àquela minúscula família, pobre, abandonada e a mercê dos reveses da vida que lhe são impostos por suas condições de miserabilidade.  Só para acrescentar neste rosário de coisas ruins, vimos agora recentemente aqui na cidade Penápolis, outrora pacata, três estudantes de uma Faculdade Técnica, sem mais nem menos quase lincharam um sexagenário motorista de táxi. Agrediram-no violentamente, passaram por cima de seu corpo com o carro e depois o atiraram de cima da ponte em um rio, numa altura de mais ou menos seis metros. O pobre coitado foi considerado desaparecido e as buscas se deram no rio para achar o seu corpo e, qual não foi a surpresa dos bombeiros ao ver o homem todinho machucado e quase sem forças, porém, e graças a Deus estava vivo. Está internado em estado gravíssimo no hospital daquela cidade. Gente parece coisa de doido, todas essas atitudes estranhas que estão acontecendo. Será que estamos virando animais! Embora, as atitudes dos animais têm sempre um motivo certo e coerente, eles obedecem às regras da natureza. Portanto, não podemos nos comparar a eles, pois o que estamos fazendo são ações totalmente incontroláveis, fora de qualquer propósito, sem sentido e sem nenhuma razão plausível. Na verdade, eu particularmente, estou muito temeroso com relação ao rumo que as coisas estão tomando, uma vez que as atitudes estranhas estão crescendo vertiginosamente. Cuidado, está faltando Deus nos corações das pessoas e, isso é muito ruim. Podem crer.