Na edição de domingo próximo passado na primeira página deste diário, foi estampado com letras maiúsculas e com destaque em negrito, uma reportagem com o título “Família diz sim à vida de Vitória”. Lá narra à situação de uma família que solicitou o anonimato e, que tem uma filhinha recém nascida, se viver corre sérios riscos de ter uma vida seriamente ameaçada no aspecto saúde. Até aí tudo bem, em tese, pois a dita cuja criaturinha teve um parto complicadíssimo na própria residência embora, tivesse tido o auxílio dos valorosos bombeiros. Este atendimento emergencial foi também cercado de problemas mil, haja vista que o próprio feto estava em posição demasiadamente arriscada o que dificultou sobremaneira a realização do parto. Em vista disso tudo, a pequenina Vitória teve sua oxigenação comprometida o que lhe poderá render futuramente seqüelas irreversíveis. Segundo informações dos pais, o futuro da garotinha é totalmente incerto com relação à saúde, uma vez que a mesma poderá ficar sem falar e sem andar. E, diante deste quadro nebuloso, os pais, mesmo tendo a condição jurídica de tentar a permissão para uma eutanásia, optaram pela vida, querendo dizer: a Vitória vai vencer, Deus é grande. Por outro lado, é bom que se frize a importância de uma decisão desta proporção, pois a mesma está diretamente ligada àquelas pessoas portadoras de um amor infinito e, a mais ninguém. Dito isso, é extremamente importante lembrar que normalmente a gente lê e ouve notícias desta natureza e, por mais que nos esforcemos não somos capazes de vivenciar tal situação. Isto porque só ler, ouvir ou ficar sabendo não transfere a ninguém à realidade dos fatos, assim é que o sentimento fica apenas na emoção superficial, sem, contudo, provocar reações maiores. Em vista disso, existem duas maneiras de lidar com problemas desta natureza, ou seja, uma seria pelo lado da obrigação e a outra pelo lado da abnegação, conjugada a um amor infinito. No lado da obrigação, podemos destacar a presença do poder econômico, representado pelas Casas de Repouso, pelos Asilos, pelas creches especiais e, principalmente pelas instituições beneficentes particulares. Neste caso, especificamente, há uma suposta tranqüilidade de consciência, considerando o amparo dos assistidos, embora longe do calor humano dos familiares. Na outra situação, em que o assistido recebe dos familiares, o carinho, o sorriso, a presença amiga e cheiinha de amor, a história é completamente outra. Nestas circunstâncias a vida penosa de ambos, tanto do assistido como do assistente, é compensada com a presença serena de Deus. E, que a todo o momento estará abençoando aquele relacionamento feito de amor, tornando a carga, com certeza, muito mais leve de carregar. Por isso, é que a Vitória, cujo nome sugere conquista, apoiada no amor infinito dos pais vai caminhar em estradas menos tortuosas e, se Deus quiser, e, Ele quer, viver uma vida feliz e abundante. São os votos de todos nós.