Amazônia, a natureza ferida

Quando se vê  pelos noticiários, a devastação  que acontece na Amazônia todos os dias, fica dentro de nós um sentimento de impotência muito grande, pois sentimos que a ganância dos homens ultrapassa  os limites permitidos de liberdade na ação natural dos seres humanos, aliada a fortes grupos econômicos, tanto nacionais como estrangeiros. Quem tem poderes e poderia impedir tudo isso seria sem dúvida nenhuma, os  governantes, mas eles mesmos são coniventes com essas ações depredadoras. A maioria de nós, ou talvez todos nós, não temos nem idéia da grandeza da Amazônia. Eis alguns dados importantes:

  1. A Amazônia Legal brasileira está formada por sete estados, Acre,Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, parte do Maranhão, do Mato Grosso e cinco cidades de Goiás;
  2. A área corresponde a 59% de todo território nacional;
  3. Abriga 34% das reservas mundiais de florestas e 30% de todas as espécies de fauna e flora do mundo;
  4. Possue 1.100 rios e 22 mil km de rios navegáveis;
  5. Tem uma população de 23 milhões de habitantes;

 A igreja, corajosamente, lançou a nível nacional e até nos países vizinhos, a Campanha da Fraternidade 2007, como um grito de socorro, ao nosso maior bem natural, a Amazônia, que é,  com certeza absoluta, o pulmão da humanidade, um alerta que se nada for feito, haverá dentro de um curto espaço de tempo, aproximadamente daqui a  uns 100 (cem) anos, uma dizimação do meio ambiente e daqueles que lá habitam, principalmente os indígenas, os povos ribeirinhos e todos os animais, o que será uma catástrofe, com proporções  a nível mundial. Estaremos todos envolvidos, direta ou indiretamente. Tendo como parâmetro a Campanha da Fraternidade, o que podemos fazer para colaborar a nível local e regional? Cremos que, além, de denunciar atos contra o meio ambiente, a exemplo do que ocorreu na nossa própria cidade há alguns meses atrás, onde o poder público promoveu uma devassa nas árvores, alguns poucos se manifestaram, então são nessas oportunidades que devemos reagir, mandando cartas as autoridades, jornais, aderindo a movimentos para demonstração de nossa insatisfação, comentando nossa indignação nos nossos ambientes domésticos e profissionais, não ficando calados. È necessário, criar costumes de observação, aliado com ação, sobre tudo no que diz respeito a pureza do meio ambiente, ou seja, não permitir em hipótese alguma que sujem nada ao seu redor, ser fiscal e praticante destas atitudes, não deixar que vizinhos ou pessoas quaisquer desperdicem bens naturais, a água por exemplo, lavando sem nenhuma preocupação de economia, as calçadas e as vezes a própria rua, isso é um esbanjamento que ninguém  têm direito de fazer, embora possam alegar que estejam pagando  pelos serviços.. E os bueiros, que vivem entupidos, onde nós próprios jogamos lixo dentro deles. E, óleo de fritura que inadvertidamente jogamos no ralo da ´pia, não sabemos, mas  um litro de óleo de soja, polui um milhão de litros de água dos rios e represas. Podemos e devemos evitar isso, pois se assim não  procedermos estaremos desvirtuando as funções das coisas em nosso próprio detrimento e prejudicando a conservação do meio ambiente. Se analisarmos bem a situação, temos mil condições e oportunidades de colaborar com o meio ambiente, só basta apenas que não fiquemos indiferentes, e que façamos a nossa parte.