Amanhã pode ser tarde demais

Interessante que muitas coisas sabemos de cor e salteado, porém, não se sabe por causa de que repetimos os mesmos erros. A fim de dar mais compreensão ao assunto, destacamos um pequeno conto existente que vai, com certeza, mostrar com maior clareza a nossa incidência em erros, às vezes, inadmissíveis. “Dizem que uma libélula, recém saída do casulo, excitante e muito alegre, se dispôs a voar pelos jardins da redondeza, sentindo a leveza da brisa que lhe banhava inteirinha. E, neste passeio aéreo foi de encontro a uma pequena casinha no alto da colina, entrando pela janela da cozinha, viu numa mesa uma tigela cheinha de nuvens e mergulhou sem pensar. Mas quando mergulhou aquilo não eram nuvens, e sim claras em neve, e ela foi ficando toda grudada. E, quanto mais ela se mexia tentando escapar, mais ela afundava sobre as claras em neve. Então, a libélula começou a rezar, fazia promessas e dizia que, se conseguisse sair dali, dedicaria o resto de seus dias a ajudar todos os insetos voadores. De repente a dona da casa vendo aquele inseto em suas claras de neve, retirou-a imediatamente, jogando-a pela janela nas gramas do jardim. A pobre libélula toda grudenta, procurou com o calor do sol, se esfregando na grama se limpar daquela baba toda. Conseguiu, porém, ficou muita cansada e disse a Deus: a minha promessa vou começar a cumprir somente amanhã, hoje estou muito cansada e vou dormir obrigada Senhor”. O que ela não sabia e, garanto que muitos também não sabem, é que as libélulas têm apenas um dia de vida, portanto, daquele sono ela não mais acordou. Infelizmente agimos como as libélulas, deixamos muitas coisas para se resolver amanhã e, como foi mostrado no conto acima, amanhã poderá ser tarde demais. A propósito, existe inerente em todos nós uma indolência natural quanto às providências a serem tomadas com relação aos outros. Sobre o assunto é verdadeiramente decepcionante constatar que deixamos escapar algo que estava há tão pouco tempo a nossa disposição e por uma questão unicamente de descaso a perdemos. Uma vez que o amanhã pode ser tarde demais para você dizer que ama. Para você dizer que perdoa. Para você dizer que desculpa. Para você pedir perdão. Para você dizer que o erro foi seu. Para você dar simplesmente um sorriso. Para você abraçar a quem ama. Para você emprestar o ombro amigo. Para você visitar alguém querido. Para você ajudar alguém, nem que for apenas com a presença. Para você reatar uma amizade. Para você diminuir suas cobranças. Para você se desapegar das coisas e, se apegar às pessoas. Para você ser realmente gente. É como dizia o poeta francês Antoine de Saint Exupéry: “Viva o hoje, pois o ontem já se foi e, o amanhã talvez não venha”. Ou, na pior das hipóteses usar mesmo o jargão popular que diz: “não deixe para amanhã, o que poderia fazer hoje, você pode se arrepender”.