Vimos dias deste pela televisão, uma chamada mais ou menos com os seguintes dizeres “a televisão só oferece entretenimento, diversão, informação e cultura para o povo, etc, etc., sendo que cabe aos pais observar aqueles programas que os filhos podem ou não podem assistir”. De certa forma, concordamos que cabe aos pais a educação dos filhos, todavia, é humanamente impossível uma vigília de vinte e quatro horas em cima dos respectivos pimpolhos, não se consegue tal façanha. De mais a mais devemos considerar que nos atuais tempos as atitudes educativas sofreram grandes transformações, òbviamente para pior, isto todo mundo concorda. Devemos considerar que a velocidade das mudanças deixou a todos nós completamente fora de sintonia, sem a mínima condição de acompanhamento, principalmente na área de informática, cujas alterações afetaram diretamente as atitudes educativas, o que obstou o processo comportamental de ambas as partes, pais e filhos. No entanto, não concordamos totalmente com o posicionamento da televisão, pois achamos que existe culpa recíproca, tanto dos pais, como da T.V. e, principalmente do governo que nunca teve autoridade suficiente para administrar a programação desses órgãos, os quais se sentem à vontade para colocar no ar aquilo que os apetecer, desde que gere lucros. Na verdade, transferir responsabilidades é muito cômodo e, neste episódio cremos que são muito mais responsáveis os proprietários das televisões e as autoridades, mais especificamente o Ministério das Comunicações que é o responsável pelas concessões de redes de T.Vs. e tem competência para cassar os respectivos alvarás de funcionamento. Está aí uma grande arma que poderia facilmente ser usada, caso não houvesse conivência estatal. Considerando tudo isso, em sã consciência, como podemos controlar nossos filhos para não ligar a televisão, se os programas proibidos não têm horário para ser exibido, sendo que estão na tela principalmente nos horários nobres, a exemplo, das famigeradas novelas “super educativas”. Novamente, ficamos sem solução, enfim, seja o que Deus quiser.