Certamente a duplicação da rodovia Euclides da Cunha, já virou novela, igualzinha aquelas que só se ouviam no rádio, tal é o tempo demandado para seu início. Embora tal assunto já tenha sido exaustivamente comentado por vários colegas articulistas, principalmente, pelo meu irmão Nasser Goraib, o qual tem sido um verdadeiro baluarte nesta peregrinação. Parabéns ao grande votuporanguense, aliás, caro amigo, o seu sonho é também o sonho de todos nós que torcemos por essa bela cidade. Todavia, na maioria das vezes que vemos uma notícia atravancando esta realização, ficamos deveras pensando porque será que existem pessoas que não pensam no próximo. Dizemos isso porque a citada rodovia absorve um trânsito acima da média, tornando consequentemente muita perigosa no estado em que se encontra. Sendo que, a terceira faixa que anteriormente atendia a demanda, hoje já não suporta mais o tráfego existente. Por outro lado, tal reivindicação não espelha unicamente o benefício material, porém, o que mais nos preocupa é o número absurdo de acidentes que acontecem, ceifando vidas preciosas. Obviamente que não queremos dizer que quando a duplicação ocorrer não teremos mais acidentes, pelo contrário, mas é certo que a segurança será bem mais destacada. Além de tudo isso esta região merece este benefício há muitos e muitos anos, porém, cada passo que é dado na direção do resultado, parece-nos que dois passos são dados na direção inversa. Outra coisa que nos entristece muito é que a conquista de um benefício deste porte, que naturalmente seria direito absoluto do povo, torna-se produto de mendicância desse próprio povo. Pois, durante todos esses anos, foi feito pela região, pedidos e mais pedidos a todos aqueles que desfilavam nas administrações públicas como possíveis “portas” de concessão dessa importante obra. E, quase sempre ficamos com o pires na mão, solicitando aqui e ali, porém, cada vez mais se via o rosário de lamentações esticando e as soluções se distanciando. Na última notícia da novela toda a região vibrou, pois o “homem” definitivamente assinara a autorização para início das obras, foi uma euforia geral, pois nada atrapalharia, enfim vencemos a batalha. Mas, não é que mesmo assim deu “zebra”, pois, a última informação recebida foi de que ainda falta uma assinatura de não sei quem num papel não sei do que. A bem da verdade esse processo sempre foi movido por doses homeopáticas, isto é, capítulo por capítulo, se arrastando numa verdadeira maratona de lutas, cansaços e decepções. Porém, há muitas esperanças no ar, aliás, é o que não falta e, por conta disso, estamos pondo muita fé de que a novela esteja por terminar. Todavia, recapitulando todo o processo licitatório observa-se nitidamente que o mesmo já nasceu enfermo, contaminado, como sempre, pelo famigerado vírus da burocracia. Inobstante tudo isso, encerrada as eleições, tivemos sorte, pois pelo visto todos os vencedores envolvidos com a região são a favor da obra, portanto, mãos a obra, não falta mais nada para a alegria geral. Basta apenas a boa vontade. Só isso.