Ao longo da história notamos que todas as ações em benefício do próprio homem, recebem uma carga enorme de resistências, convenhamos ressaltar que são totalmente absurdas. Todos estão lembrados da luta que foi a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança. Tivemos, até conscientizar o público usuário, muitas demandas e perdas irreversíveis de pessoas pela teimosia em não utilizar o equipamento de segurança. Foi preciso criar leis severas, com multas altíssimas onde, infelizmente, o ataque ao bolso do infrator é que pesou mais na decisão de utilizar o famoso cinto. E, quanto aos capacetes de segurança dos motociclistas, lembram quantas relutâncias tivemos. Sendo que por conta disso, hoje muitas famílias lamentam suas perdas em vista de acidentes fatais na maioria deles pela ausência do capacete. Além das mortes, um número incontável de famílias vive hoje com seus filhos paraplégicos motivados pela ignorância e teimosia em não usar o protetor de segurança. Hoje, uma porcentagem significativa usa o equipamento ou por medo dos acidentes ou devido a leis mais severas que frearam o ímpeto dos mais afoitos. Há pouco mais de um ano, todos vibramos com a lei sobre proibição da venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias. Nos primeiros meses foi sentida e notada em todas as estatísticas nacionais, a caída brusca dos índices de acidentes em decorrência da salutar medida adotada. Todavia, além daqueles irresponsáveis que não obedecem nada, vimos com bastante pesar a luta incansável de associações entrando com liminares na justiça contra tal determinação. Sabemos que a maioria destas associações pertence a pessoas gananciosas que acima de tudo está o lucro em detrimento de vidas que são ceifadas devido à inconseqüência de motoristas embriagados. Não podemos nos esquecer também sobre a luta que estamos tendo há anos contra a doença da Dengue. A qual é produzida por um mosquito que prolifera suas larvas em lixos e poças d’águas, devido a negligência de muitos que teimam em resistir na falta de higiene e respeito aos semelhantes. Campanhas homéricas foram e são feitas, mas, somos testemunhas oculares que se tornam infrutíferas mediante ao descaso com que o assunto é encarado. E, agora sobre a coqueluche do momento, a famosa “gripe suína”. Quando ela estava no México, a gente só ouvia falar pelos meios de comunicação. Acreditava-se que o Brasil estaria imune de tal incomodo e, nada se fez, agora estamos aí convivendo com ela, absurdamente a mercê de medidas paliativas. A olhos vistos. a coisa está crescendo, cada dia à estatística de óbitos aumenta, não há como combatê-la, apenas pode-se amenizá-la através de atitudes, principalmente higiênicas. Ocorre que estamos sempre na contra mão da história, uma vez que as medidas adotadas para o caso são sempre feitas ao contrário, senão vejamos: Inexplicavelmente prolongaram-se as férias escolares por conta do risco e, no entanto, autorizaram-se a realização da Exposição por conta de se evitar prejuízos maiores em vista de compromissos anteriormente assumidos. Assim é que mediante estas determinações, ficou bem claro que a vida realmente não vale nada. Ou vale? Por fim, agora estamos convivendo com a Lei Estadual Anti-Fumo, cujo objetivo claro é de proteger a população contra os malefícios que o hábito traz para a saúde pública, dos fumantes e por tabela dos não fumantes. Aplausos para as autoridades pela coragem de enfrentar esta parada indigesta. No entanto, já estamos vendo várias manifestações contra, aliás, não poderia ser diferente, pois a resistência absurda é a atitude natural dos que adotam o sistema de “quanto pior melhor”.