Promessas e mais promessas

De repente surgem na nossa cabeça lembranças saudosas do passado e, a gente aproveita o prodígio da imaginação e  viaja serenamente  no túnel do tempo, voltando às origens, lembramos dos acontecimentos gostosos de quando éramos criança. Acredito que indistintamente todos nós temos esses momentos de nostalgia, onde se busca lugares e pessoas queridas que nos fizeram viver na plena inocência daqueles tempos que não voltam mais. Este devaneio ocorreu devido que me lembrei das estórias que nossos pais e avós nos contavam, sendo que a maioria delas na verdade eram apenas “causos” fictícios, mas de qualquer forma a gente gostava muito e, por vezes pedíamos para serem recontados de tanto prazer que nos davam. Daí me veio à mente que o hábito de contar coisas fantasiosas que jamais iriam acontecer vem de há muito tempo e, com certeza, é hereditário. Isto posto quando estamos assistindo os famosos programas políticos ficamos observando que a maioria absoluta de todos os candidatos seja no majoritário como no proporcional acabam se empolgando com o calor da disputa. E, em vista disso querendo se sobressair de qualquer modo,  começam a prometer um cem números de feitos e obras que jamais poderam ser cumpridas, quer pela falta de verba para tal ou pela  insuficiência de tempo do mandato que dispõe. Com relação ao executivo em prometer fazer isso ou aquilo está dentro de suas atribuições, pois realmente é ele que executa os planos da cidade, embora extrapolem também no quesito quantidade, isto é, promessas excessivas. Porém, quando você vê um candidato ao legislativo, prometer o mundo e o fundo, pode desacreditar de seus propósitos, haja vista que tal atribuição não lhe compete. E, na verdade as Câmaras não possuem verbas e nem plano diretor para executar, sendo que a competência dos vereadores é de legislar e fiscalizar a administração do executivo e, se pelo menos isso eles fizerem estará de bom tamanho e cumprirão de fato com as responsabilidades para os quais foram eleitos.  Por outro lado, rememorando o histórico político do país, vemos que os fatos  se repetem anos após anos, com a mesma cantilena usada em todas as campanhas eleitorais, ou seja,  fazer promessas inexeqüíveis. Todavia, eles sabem que  quanto mais promessas fizerem, mais agradaram aos eleitores, na verdade parece que o povo gosta muito de sonhar com o impossível, aliás, é quase só isto que lhe resta, sonhar. Interessante como as promessas têm um dom mágico de inebriar as pessoas, conduzindo-as a um frenesi alucinado de esperanças vãs, sonhando na realização de um  futuro melhor, com novas oportunidades, enfim isto faz parte do cotidiano brasileiro.  Independente disso tudo, desejamos a todos os candidatos indistintamente sucesso e felicidades, sabemos que muitos não conseguirão ser eleitos, porém, tiveram a coragem de colocar o seu nome a disposição da comunidade para uma escolha democrática, valorizando a cidadania, numa atitude digna de cidadãos dispostos a trabalhar para o bem comum.  Quanto a nossa parte de cidadãos votuporanguenses, devemos comparecer em massa as urnas para participar da escolha livre e soberana de nossos futuros governantes, pois aquele que não for votar, votar  em branco ou na pior das hipóteses inutilizar o seu voto escrevendo bobagens, certamente não poderá no futuro reclamar, pois não participou do processo e, quem não participa naturalmente não tem direito algum é carta fora do baralho.