Que papelão

Certa vez ao ser entrevistado o  comediante Chico Anísio, o entrevistador lhe perguntou o que ele achava dos políticos, respondeu de pronto “se não fosse os políticos, os comediantes morreriam de fome, pois não teriam muito assunto”, mas não é que o homem estava certo.Pelo visto a política tornou-se um vasto cenário para todo o tipo de comédia, pois só no ano que passou tivemos vários momentos que se tornaram muito engraçado ao serem encenados pelos Cassetas e Planetas do nosso cotidiano, vamos lembrar algumas; As  sessões dos mensalões, entrevistando “as caras de paus” dos inocentes envolvidos, inocentes porque afinal de contas foram todos absolvidos. E, as cenas hilárias dos Jerfersons, Dirceus, Suassuanas, Valdomiros, etc e etc, que foram pratos cheios para os comediantes da T.V. enfim, nos divertimos muito com as lambanças encenadas. E, o episódio da tentativa de  assalto aos cofres públicos, quando  os deputados federais quiseram, em surdina aumentar seus próprios salários, mas foram impedidos pela opinião pública,  precisou-se de dois ou três programas para que os comediantes aproveitassem essa jóia rara, virou festa total. Quanto a Ângela Guadagnin, que celebrizou o plenário da Câmara Maior, com a exuberante “dança da pizza”, foi demais, pois alcançou um ibope acima de um show d carnavalesco da Sapucaí, foi a glória nacional. E, o deputado Severino, o rei do baixo clero, que surgiu das cinzas para brilhar como autoridade negativa, era inteirinho corrupto da cabeça aos pés, sumiu, mas deixou seu quinhão no cenário das comédias, colaborou e muito com o pessoal do Pânico na T.V. E, para fechar com chave de ouro o espetáculo circense que se apresenta neste meio, vimos boquiabertos e estarrecidos o show de baixaria promovido pelo prefeito da maior cidade da América Latina, São Paulo, onde com gestos grosseiros e inadequados para a figura governamental, expulsou agressivamente um contribuinte de um local público. A autoridade municipal  neste episódio, perdeu a linha, o carretel  e, a pipa também. Que papelão hein, senhor prefeito.