Os avós

Engraçado que dia 26 de julho próximo passado foi comemorado o dia dos avós e pelo que consta ninguém se manifestou a respeito, ouvimos timidamente alguns comentários na igreja, mas sem muito ênfase, ao contrário, como acontece com outras datas semelhantes, ou seja, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados e assim por diante. Os avós são figuras lendárias, sem os quais haveria muitos transtornos em família, pois sua ajuda é fundamental para o crescimento e desenvolvimento dos netos, que tem nos avós a tábua de salvação para substituir os tédios e possibilitar a qualificação da vida através das histórias, carinhos e ricos conselhos que são dispensados pelos mesmos aos seus queridos pimpolhos. E, por falar nas qualidades dos avós, lembrei de um conto muito lindo sobre os mesmos o qual gostaria de relatar para poder emoldurar e dar um brilho mais cândido na figura  dos bons velhinhos, a saber: “Perguntaram a uma menina de nove anos de idade o que ela gostaria de ser quando crescer. Ela respondeu: eu gostaria de ser avó. Ao ser interrogada sobre o porquê dessa idéia, ela completou: Porque os avós  sempre escutam e compreendem a gente. E, além do mais, a família se reúne inteirinha na casa deles. E a menina continuou: Os avós não fazem nada e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Nos levam no shopping e, nos deixam olhar as vitrines até cansar. Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros. Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume. Avós nunca dizem “depressa já para a cama” ou “senão fizer logo vai ficar de castigo”. Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes. Quando a gente faz uma pergunta os avós não dizem “  menino não vê que estou ocupado”. Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Os avós sabem um bocado de coisas. Eles não falam com nós com se a gente fosse bobos. Nem se referem a nós com expressão tipo “que gracinha”, como fazem algumas visitas. O colo dos avós é quente e fofinho, bom de a gente sentar quando está triste. Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, pois são os únicos adultos que têm tempo pra gente”. Interessante como este conto ou estorinha revela exatamente a figura terna e meiga que são os avós. E, seria bem oportuno aproveitar a ocasião para desmistificar o ditado mais impopular do que popular onde rotula os avós como pessoas que atrapalham ou estragam a educação dos filhos. Aliás, muito pelo contrário, porque na verdade os avós são pais duas vezes, então o amor e carinho dispendido aos netos é em dose dupla, isto é, ama os netos sempre duas vezes mais do qualquer pessoa. Isto posto, doravante por ocasião do dia dos avós, que tal se gente fizesse um grande “oba-oba” para eles, pois devido as suas simplicidades qualquer manifestação é motivo de alegria, afinal de contas eles merecem. Um grande beijo a todos os avós, os lembrados, os esquecidos e também os falecidos.