O que é mais importante?

Belíssima pergunta, todavia, literalmente subjetiva, uma vez que depende do ponto de vista e conveniência de cada um. Se formos perguntar para o homem preso, certamente ele responderá que é a liberdade. E, se for perguntar a uma moça já um pouquinho madura, é óbvio que responderá sem pestanejar que seria arrumar urgentemente um marido. Se a indagação for feita a uma pessoa doente, com certeza, responderá com brilhos nos olhos que é a saúde. Imaginem a pergunta dirigida a um professor, é certo que o mesmo responderia ser mais importante para a classe atualmente tão desprestigiada, um reconhecimento digno de destaque que a educação deveria ter e, infelizmente não tem. Imagine essa pergunta dirigida a uma pessoa idosa, neste caso, fiquei numa dúvida atroz sem saber ao certo qual seria a resposta, porém, atrevidamente vou ousar responder e, penso que poderia ser apenas uma singela oração, mais ou menos assim: “Meu Senhor e meu Deus, te agradeço muito de todo o coração por teres me permitido viver até agora, no entanto, por gentileza quero te pedir mais um pequeno favorzinho. Embora, já velho confesso que amo muito a vida e, se, não fosse incômodo para o Senhor, gostaria de ficar mais um pouquinho por aqui. Obrigado Senhor”. Que beleza, o idoso já na reta final, por amar demais a vida, coloca-a como o item mais importante, inobstante a todas as dificuldades, quer, acima de tudo, viver. De repente, me veio o pensamento de que se essa pergunta caísse no colo de uma mãe, pode ser qualquer uma, a sua inclusive, o que será que ela destacaria como mais importante de sua vida. Fechando os olhos parece que estou vendo e ouvindo daquele coração singelo a seguinte resposta: o mais importante para mim, sinceramente, é a felicidade de meus filhos. Benza Deus, a resposta não poderia ser outra e, pensando bem, independente de qualquer outra opção, para as mães, com certeza, ver os filhos felizes é o sonho de consumo que acalentam todas elas. Transportando essa indagação para esferas diferentes, escolhi a dedo alguém que está certamente em outra dimensão bem distante da de nós pobres mortais e, deparei com a figura dos plantadores de cana de açúcar. Isto porque assisti e a maioria de nós também deve ter assistido a reportagem televisiva desta semana sobre as queimadas dos canaviais, onde brutalmente são dizimados sem dó e nem piedade toda a fauna que habita aqueles aterrorizantes lugares. Sendo que o pior de tudo é que os referidos animais são atacados de surpresa e, portanto, sem nenhuma chance de defesa.  E, segundo informações dos veterinários que atendem aquela população animal, um incêndio daquela proporção e que dura apenas vinte minutos, inexoravelmente mata ou aleija todas as criaturas que ali se encontrem. No acidente em pauta, existiam lá naquele momento cento e vinte animais. Sendo que desse total apenas quarenta e cinco conseguiram sobreviver e, em condições precaríssimas, pois, todos sofreram lesões graves. Dito isso, gostaria de dirigir a pergunta de forma hipotética aos senhores donos de canaviais, mais ou menos assim: “Senhores o que é mais importante, a vida ou a morte? Ou para ganhar dinheiro os animais sacrificados são considerados apenas como acidentes de percurso?” Creio que, infelizmente, ficaremos sem respostas, aliás, como sempre. Bailando essa indagação para as mais variadas pessoas, com certeza, teremos colocações diversas, pois os horizontes promovem matizes diferentes para todos os olhos que os vêm e, certamente, é aí que residem às maravilhas da vida. Para mim, o mais importante é amar a Deus sobre todas as coisas, o resto Ele provem naturalmente. Eu acredito.