Se me lembro bem, lá pelos idos da década de 60, na CESP, empresa que trabalhei a vida toda, já existia a preocupação do bom atendimento e, percebam bem que éramos os únicos, não havia a tal de concorrência para a disputa de mercado. Porisso, na época, não compreendia o porquê do esmero e da preocupação em se prestar um bom atendimento, sendo que não tínhamos concorrência. Com o tempo fui aprendendo que isso de bom atendimento é o mínimo que as empresas, serviços e outros tipos de atividades deveriam dispensar aos fregueses, contribuintes, pacientes e toda sorte de pessoas que necessitem de préstimos de qualquer estabelecimento, seja comercial, industrial ou autônomo. Antigamente, existia um ditado popular que dizia: “o freguês sempre tem razão”; obviamente que tal expressão não deixa de ser um pouquinho exagerada, mas condizia com a preocupação daqueles que prestavam serviços a outros naquela época. Todos poderão estar pensando até o presente momento o que estou querendo dizer com essas colocações, o que estou querendo dizer, na verdade, é que as coisas mudaram para pior neste aspecto, haja vista que não existe atualmente uma só pessoa que não tenha reclamação de algum serviço, principalmente depois que já comprou e pagou. Disso tudo temos milhares de exemplos, inclusive aqueles que estiverem lendo este artigo, com certeza, lembraram de experiências próprias que não gostariam mais de lembrar, de tão desastrosa e de péssima recordação. Mas, vamos citar por alto alguns casos que acontecem diariamente: “quando você compra algum objeto em uma loja, e o mesmo apresenta defeitos posteriores ou qualquer outro tipo de insatisfação, o atendimento já não é o mesmo, o próprio atendente passa a responsabilidade para o encarregado, o mesmo passa para outro superior e, ninguém resolve nada, você vai vários dias seguidos no estabelecimento, vira uma maratona, você se cansa e, na maioria das vezes é muito mal atendido e, aquele objeto que no início seria motivo de alegria e satisfação, torna-se motivo de frustração e tristeza, infelizmente”. Outro exemplo chocante, “quando você compra um seguro (de vida ou de objeto), não importa qual, você adquire o seguro somente para se precaver no futuro de situações adversas que poderão lhe proporcionar prejuízos irreparáveis, porque na verdade, ninguém compra seguro pensando em usá-lo, mas, infelizmente, se você precisar do ressarcimento do seguro, é nesta hora que você não vai ter o mesmo atendimento que teve por ocasião da compra do mesmo, é aí que se sente o mau atendimento. É, certo, que existem pessoas mal intencionadas, isto existe em todos os lugares mas, devemos ter competência para separar o joio do trigo, senão sempre os justos pagarão pelos injustos e, isso não é bom. Dentro deste contexto, vamos falar também dos atendimentos das instituições públicas, privadas ou autônomas, onde temos, sem explicação plausível, um atendimento aquém daquele esperado pelas pessoas que procuram estes estabelecimentos, em busca de verem seus anseios e preocupações resolvidas, principalmente, por aqueles que estão atrás dos balcões (os atendentes), com poderes de fazer pelo menos um bom encaminhamento, na maioria das vezes não vemos isso, infelizmente. Isto é uma verdade latente e, não deveria ser assim, pois creio que todos nós indistintamente somos filhos de Deus, portanto somos irmãos e, como é bom e nos faz bem poder ajudar um irmão que precisa, Assim sendo, como seríamos diferentes se houvesse reciprocidade entre as pessoas, pois hoje você me atende, amanhã poderá ser eu a atendê-lo, o mundo é assim, por isso ele é redondo. E, como sugestão final, gostaria que as respectivas associações de classe, para o bem da comunidade, pensassem sobre o assunto e, como num grande desafio, vertessem seus objetivos de metas e outras preocupações, também pensando no lado dos consumidores, contribuintes, pacientes, clientes e outros e, introduzissem em suas agendas de reuniões algo sobre ATENDIMENTO durante e depois, principalmente depois de atendido. Obrigado.