Certa feita houve uma discussão para se saber o porquê da mendingagem e, não se chegou à definição nenhuma, tantas foram às colocações e afirmações sobre o assunto que seria necessário catalogar cada ponto de vista, inclusive os mais absurdos possíveis. Só para exemplificar citaremos alguns, como seguem; criança abandonada, viciado em bebidas alcoólicas, viciado em drogas afins, doenças crônicas, falta de recursos financeiros, falta de oportunidades, educação deteriorada, viciado em jogatina, decepção amorosa, morte de um ente querido, racismo, falta de religião, não crença em Deus, derrotismo introspectivo, apresentamos apenas esses para mostrar o tão polêmico é o assunto. Porém, cremos que o mais importante dos pontos não foi abordado, não sei se por comodismo ou por falta de amor ao próximo, que é estender a mão para aquele semelhante que está precisando de apoio de uma mão amiga, compreensiva cuja principal preocupação é tirar aquele ser da fossa, do fundo do poço, conversar com ele, dar-lhe uma oportunidade, enfim mostrar que sempre existe esperança, e que Deus sempre estará de abraços abertos, basta que acreditemos e queiramos. Sabemos que muitas pessoas acham tal assunto muito careta e acreditam que cada um vive como quer, obviamente podem estar certas, porém, é preciso que tal opinião ou atitude seja baseada apenas na liberdade e no livre arbítrio, pois se tiver voltada pela vontade em não ajudar, daí não vale, demonstra somente desamor ao semelhante e isso não é bom. Muitas vezes, temos atitudes avessas à dignidade humana, haja vista que seria inconcebível uma pessoa querer passar por dificuldades e não ter nenhuma perspectiva de vida simplesmente por algum revés ou na pior das hipóteses pelo fechamento de portas, perdendo toda a motivação, seria viver como se fosse um robô. Obviamente, temos que respeitar as escolhas individuais de cada um, todavia, jamais devemos nos portar como julgadores e definir de imediato qualquer tipo de comportamento apenas com palavras, muitas das vezes sem conhecer do por que levou aquela criatura para aquele estado vegetativo de vida. Ao invés de nos colocarmos como arautos da verdade, seria no mínimo razoável que víssemos os outros que se encontra em situações de abandono e mendicância com os olhos do amor e da caridade e, não seria de todo mal se nesse distante relacionamento praticássemos um pouco de empatia, nos colocar no lugar daquele pobre infeliz e responder o que gostaria que fosse feito por nós, daí fazer o mesmo por ele, só isso apenas. Convém ressaltar que o assunto é extremamente complicado, uma vez que depende somente da consciência de cada um e, em matéria de consciência humana não se pode esperar uma resposta uniforme de comportamento, pois ela está sempre sujeita a “chuvas e trovoadas”, na verdade trata-se de reações estritamente subjetivas. Sabe-se que mendigos sempre existiram e existirão, porém, podem-se amenizar este calvário, com ajuda direta ou através de colaboração as instituições afins, em espécie ou através do voluntarismo. Muitos dirão que já ajudam bastante ou tem outras obrigações mais importantes com que se preocuparem, por outro lado, devemos agradecer, pois somos felizes e abençoados por estar do lado dos que podem ajudar. Graças a Deus.