Embora os índices de aceitação do governo, com relação ao Executivo Federal apresentem percentuais acima da média, estamos vivendo momentos, em quase todas as áreas, de verdadeira indignação popular, haja vista que vemos e ouvimos todo santo dia fatos novos que estarrecem a opinião das pessoas de bem. A hora é de muita preocupação, pois a instabilidade moral e emocional está evidente, tanto é verdade que além dos problemas de corrupção, violência e imoralidade já existentes, vão surgindo novos casos que se juntam aos antigos, aumentando a nossa descrença, pois todos ficam sem solução. O intocável Renan, Presidente do Senado, está conseguindo empurrar com a barriga, um rumoroso apadrinhamento esterno, que tem suas benesses explícitas custeadas ilicitamente e, até agora só ele e meia dúzia de “coleguinhas” ambiguamente não vê. Enquanto o caso Calheiros caminha em câmera lenta, surge nova denúncia, agora com o senador Joaquim Roriz, sobre a bagatela de dois milhões e duzentos mil reais, surgidos do nada, numa transação cinzenta, envolvendo o banco estatal do Distrito Federal. O senador Roriz, subiu a tribuna do Senado nesta quinta-feira, próxima passada, chorou e fez o maior teatro, de dar inveja até ao Paulo Autran, mas não convenceu e nem explicou nada, esperemos que não vire outra bela “pizza”. Interessante que fizemos uma pesquisa sobre as atividades do Congresso Nacional e, chegamos a triste constatação de que durante um mandato parlamentar, ou seja, os quatro anos de exercício do legislativo, a ocupação dos pares para com os assuntos de interesse da nação é de sòmente um terço do tempo. Em outras palavras, o tempo restante, ou seja, dois terços, os parlamentares ocupam-se de CPI e a busca da falta de decoro deles mesmos, pois são tantos os envolvimentos em negócios escusos, que não sobra tempo para fazerem aquilo que delegamos à eles nas urnas, que é trabalhar para o bem do Brasil, daí a indignação popular. Por outro lado, em igual proporção vemos a violência solta e, indistintamente somos ameaçados, pois todos os dias vêem agressões violentas acontecendo, deixando-nos impassíveis e reféns, pois a impunidade é maior que o direito inerente dos cidadãos de bem. Como exemplo recente, temos a doméstica do Rio de Janeiro, que foi brutalmente atacada por jovens estudantes da classe média alta, cuja desculpa foi que confundiram a moça com uma prostituta. Vejam só que absurdo, pois pela ótica deles, se fosse uma prostituta não haveria crime! Que pesadelo estamos vivendo. Não vamos estender mais o assunto, pois a indignação de um modo geral está para explodir, mas peçamos a Deus que as coisas se normalizem antes, afinal de contas paciência tem limite.