Algumas coisas acontecem e, no momento, tem grande repercussão, depois passam os dias e caem no esquecimento para a maioria das pessoas. Contudo, aquelas pessoas envolvidas diretamente no assunto, ficam esperando a solução da dita cuja. E, só lhes ficam quase sempre restando à indiferença das autoridades que se transforma automaticamente em indignação. Se formos ver é isso que realmente acontece, podemos citar como exemplo os sanitários da Praça Santa Luzia. Os quais foram lacrados há pelo menos três meses e até agora sem nenhuma solução. Durante este tempo, as concentrações acontecidas na praça, para àqueles que precisavam usar os sanitários foram privados de tal prática. Todavia, é que felizmente temos ao redor da praça moradores que são verdadeiros samaritanos e, caridosamente tem cedido suas casas para uso dos sanitários. Mas, convenhamos que não deixa de ser uma situação constrangedora e, acima de tudo deprimente. Também é bom salientar que não há neste ato nenhuma obrigação da parte dos moradores, uma vez que a situação foi criada pelo poder público, o qual tem nossa procuração para solucioná-lo. Por outro lado, a demora neste caso vem de encontro com o que havíamos previsto, ou seja, na época havíamos dito que ao invés de se tratar o dente, há sempre preferências de se resolver o problema pelo caminho mais fácil, ou seja, a extirpação. Aliás, essa tem sido a tônica nas soluções de casos, ao invés de se preocupar em promover estudos mais acurados, simplesmente executam-se as tarefas ao eco das emoções momentâneas, com enormes possibilidades de se fracassar. E, por falar de problemas da Praça de Santa Luzia, encontrei esta semana com uma amiga dos tempos de juventude e, coincidentemente a mesma reside numa das ruas frontais da praça, que me colocou alguns problemas de maneira bem indignada. Primeiramente teceu comentários sobre os sanitários e que na época foi visitada por pessoas da comunidade que solicitavam a sua assinatura num “abaixo assinado” para fechamento dos mesmos. Já, naquela oportunidade manifestou sua posição contrária a tal medida, porém, com certeza, foi voto vencido. E, aproveitou a oportunidade para me colocar mais uma vez sua indignação com relação às podas de árvores, inclusive mostrou a poda indiscriminada que fizeram em duas árvores que ficam postadas na entrada principal da paróquia. Porém, o que mais ela lamenta é que todas as vezes que faz algum protesto, o pessoal responsável sempre tem desculpa e informa que tudo foi feito dentro das regras, isto é, está perfeitamente correto. Só nos restou acalmar a cara amiga, dizendo a ela que dias melhores virão, porém, em nosso íntimo, murmuramos, “não sei não”, demonstrando um lacônico desânimo.