Todo o dia se vê e ouve fatos verídicos de vidas que são ceifadas pelo trânsito louco e jamais controladas, onde a maioria da população é levada de graça para o além. São jovens no mais alto expoente de sua juventude, deixando saudades e muita emoção entre os parentes e amigos, são pessoas que não vamos ver jamais. O governo e as instituições afins usam de todos os meios possíveis e imagináveis, através de campanhas caríssimas, onde o dinheiro jorra pelas valetas, sem que tenha um resultado positivo, pois à medida que o tempo passa os acidentes com mortes aumentam assustadoramente, haja vista que segundo os relatórios de produção informados pelas fábricas de veículos, foram produzidos e vendidos mais de trinta milhões de novos carros no ano que passou. Isto é um indicador real de que teremos adicionados aos problemas de trânsito mais trinta milhões de possíveis vítimas, que vão concorrer na roleta russa das pistas brasileiras. Na realidade, temos quatro fatores destacados que contribuem diretamente para existência desta carnificina, que são: número excessivo de veículos, estradas mal conservadas e mal projetadas, falta de educação no trânsito e ingestão de bebidas alcoólicas. Quanto ao número excessivo de veículos é evidente esta constatação, uma vez que temos veículos que já deveriam estar sucatados e fora de circulação, mas mesmo assim infestam as rodovias e vias urbanas, causando um caos total de congestionamento e dificuldades mil no trânsito. A malha viária é outro problema seríssimo, que tem contribuído de forma expressiva na somatória estatística de números assustadores de acidentes com vítimas fatais nas rodovias brasileiras, inclusive a rodovia federal Regis Bitencourt tem o apelido macabro de “rodovia da morte”. Com relação à educação no trânsito, este é um problema crônico, pois na verdade é certo que a maioria absoluta dos motoristas desconhece as regras básicas do Código Nacional de Trânsito, além de propositadamente transgredirem tais procedimentos, não se importando em absoluto com a sua vida e dos seus semelhantes. Finalmente quanto à ingestão de bebidas alcoólicas, é gravíssimo e além de tudo demonstra um total desequilíbrio mental e certeza absoluta de impunidade se o seu ato provocar tragédias inomináveis. Para amenizar e tranqüilizar a todos nós as autoridades constituídas deveria tirar das gavetas os projetos de leis que denominasse como crime doloso todo acidente provocado por negligencias, imprudências e alcoolismo. Porém, é certo que todas essas providências são medidas paliativas, no máximo algumas delas poderam apenas amenizar a situação. O que nos intriga muito é saber que todos os veículos saem das fábricas com velocidades disponíveis até ou mais de duzentos quilômetros por hora, quando o máximo permitido por lei é de cem quilômetros por hora. Por isso, é que todas as medidas para solucionar o problema, são paliativas, pois, infelizmente a solução está na consciência das pessoas. Alguém poderia explicar isso! É incoerente ou não?