Dia destes tive uma agradável surpresa, encontrei um amigo de infância que há pelo menos uns vinte e poucos anos não o via e, imaginem só quantas coisas interessantes tínhamos para contar, Na verdade foi uma grande troca de figurinhas, veja que aproveitei e estou usando até os termos da época para ilustrar a nossa deliciosa conversa. O encontro foi tão prazeroso que só estava faltando à gente colocar na vitrola um disco do saudoso Francisco Petrônio para ficar completa a hora das saudades. Neste vai e vem de gostosas gargalhadas, havia também alguns momentos de tristeza, quando lembrávamos dos amigos que já foram morar com Deus. Sobre esse assunto a coisa pegava um pouco, pois já foram muitos, os quais tiveram marcante presença em nossas vidas, só nos restou à disponibilidade das orações e do agradecimento pela amizade. Em determinado momento da conversa falamos sobre os estudos, a nossa convivência no grupo escolar e, lembramos com saudades do quanto à gente estava na frente do pessoal de hoje. E, sem nenhum exagero cremos que as nossas condições de aprendizado eram de um nível acima do esperado. Podia-se comparar com os alunos que freqüentam atualmente o colegial, tal era o grau de conhecimento disponibilizado nos programas de ensino da época e, o mais importante de tudo isso é que aquele ensino pertencia à rede pública, portanto, não era de escola particular. De repente, com muita propriedade o meu amigo pousou seu olhar no passado e no presente, e disse: “sabe Nei, com toda a certeza do mundo, se os “iluminados” do sistema educacional, tivessem mantido o mesmo esquema de ensino, com disciplinas bem equacionadas, professores qualificados, bem pagos e estruturas adequadas, garanto a você que o Brasil seria sem sombra de dúvida um país de primeiro mundo, pois a educação é o alicerce básico do desenvolvimento”. E, é óbvio que hoje não estaríamos lamentando e comentando sobre a total falta de educação que está esparramada por aí. Tais como, desrespeito com os mais velhos, cidade suja pelo desleixo de muitos, bueiros entupidos, desmatamentos indiscriminados, desrespeito no trânsito, poluição dos rios e sonora, enfim não vamos enumerar todos os desmandos, pois, sabemos qual é a sua origem. Podemos recuperar, é lógico que sim, porém, a batalha será muito árdua e levaremos muitos e muitos anos para conseguir. Lamentavelmente temos esse registro negro na nossa história e, o certo para começar a melhorar seria dar aos jovens cidadãos, condições curriculares para conhecer o funcionamento da república, ou seja, reentroduzir no ensino matéria do tipo Educação, Moral e Cívica, onde seriam demonstrados na legalidade os valores morais e cívicos. E, como conseqüência natural se aprenderia sobre os papéis do Presidente da República, Governador de Estado, Prefeitos e legislativos, principalmente sobre os vereadores, só assim então se começaria a vislumbrar a luzinha acesa no fim do túnel. Não obstante a tudo isso, o mal maior é que sempre estamos sujeitos aos acidentes de percurso, pois, invariavelmente durante as realizações de projetos importantes, surgem os “iluminados” de plantão, que alteram os resultados, não sabemos se por ignorância ou por conveniência. Só Deus sabe.