Parece que foi ontem, mas, infelizmente já faz exatamente um ano que padre Edemur foi morar com Deus. Apesar de sermos totalmente egoísta sabemos que morar com Deus é infinitamente a gloria que todos almejamos, porém, é certo que gostaríamos que o saudoso sacerdote estivesse aqui conosco mais um pouquinho. Interessante é que sempre sentimos que as pessoas boas não morrem jamais, por mais que sintamos as suas ausências, que por sinal é o caso do saudoso padre Edemur. Todavia, a vida é um carrossel, onde a roda não pára, haja vista que a vida tem que continuar e, felizmente tivemos a grata satisfação de ter em continuidade aos trabalhos pastorais a figura não menos reluzente de padre Gilmar. Embora, notadamente um fosse diferente do outro, o propósito dos pastores da igreja é evangelizar e dar seqüência as palavras do Evangelho, sendo que nestes quesitos todos os sacerdotes são semelhantes. Um ano também é tempo suficiente para mudanças, tanto é verdade que a Matriz já está em ritmo de Catedral para acolhimento da Diocese, projeto que padre Edemur abraçara com afinco e dedicação, agora nas mãos competentes e na administração exemplar de padre Gilmar. As saudades são sentimentos prazerosos, principalmente quando sentidos por pessoas afáveis, humildes e acolhedoras, predicados inconfundíveis de padre Edemur. O padre era certamente uma pessoa qualificada por Deus, pois partiu serenamente e, todos fomos testemunhas de seu semblante tranqüilo por ocasião de seu passamento. E, agora após todo esse período sem o querido sacerdote, vem-nos a mente algumas coisas boas que partiam das atitudes simples dele, onde havia sempre um sorriso verdadeiro que nos animava a todos. Padre Edemur sabia ponderar entre o lado positivo e negativo, portanto, apenas o seu jeito de ser era suficiente para transmitir a paz do Senhor. Especificamente tinha ele a qualidade nata de apenas com o seu jeitão meio caipira de passar tudo de bom sem que houvesse esforço algum de sua parte para esse gesto de irmão. Então simplesmente em uma palestra ou numa homilia dominical Edemur falava suavemente do valor da esperança e a virtude desta dádiva composta de mensagens que: enchia-nos de alegria e otimismo, nos fazia olhar para o futuro de modo positivo, nos fazia olhar para a realidade acreditando que as coisas podiam melhorar, nos fazia ser leves no relacionamento humano, nos libertava da depressão e de todo tipo de tristeza, nos enchia de forças para enfrentarmos as dificuldades do dia a dia e, finalmente nos mostrava que Deus é senhor de todas as coisas, sendo que jamais Ele iria nos abandonar. Assim era padre Edemur, além de sacerdote, acima de tudo era um amigo, um irmão para todos e, não fazia distinção entre as pessoas, tratava-nos como semelhantes à imagem do Senhor. Portanto, querido e saudoso padre Edemur, é com o coração apertado após estes doze meses sem você que confessamos estar morrendo de saudades sua. Por oportuno, é certo também que a população votuporanguense, agradece de coração as autoridades constituídas, que num gesto de amor perpetuaram o seu nome em uma avenida da cidade. E, os nossos agradecimentos também são extensivos aos colaboradores que doaram um busto de sua imagem para lembrança eterna de sua passagem entre nós. Amém.