Fenômeno

De repente me vi numa verdadeira sinuca de bico, pois não consegui saber e creio que vocês também não sabem e não saberão quem realmente é o fenômeno, se o Ronaldo jogador de futebol agora em time paulista ou o Lula, o Presidente da República do Brasil. O Ronaldo saiu das favelas cariocas, para brilhar no mundo inteiro, conseguiu através de sua categoria profissional vislumbrar a nós brasileiros e principalmente os países europeus que disputavam a peso de euros a sua participação como jogador de futebol em defesa de seus times. Tanto é verdade que o mesmo conseguiu ser por duas vezes consecutivas o craque número um do mundo da bola, reconhecido pela autoridade máxima a senhora FIFA, e diante de tanto prestígio ganhou rios de dinheiro, tornando-se o atleta mais bem pago do planeta e, consequentemente juntou uma respeitável fortuna que o colocou na lista dos milionários deste mundo afora. Outrora, em tempos não muito distantes, o famoso craque foi premiado pelo codinome de “fenômeno”, pois realmente era o Pelé contemporâneo, fazia jus ao apelido, hoje, porém com alguns janeiros a mais nas costas e vítima de contusões gravíssimas não mais é a estrela de antigamente. Porém,  como num passe de mágica,  ele surge com todo esplendor para ser o noticiário de toda a mídia, tanto nacional como internacional, não sei se para jogar, mas que foi o maior golpe de marketing publicitário,  isso sem dúvida nenhuma foi. Ele mediante esta tacada, ganhou muitos pontos para conservar o título de fenômeno, não da bola, mas sim da mídia. Quanto ao Presidente Lula, o mundo inteiro também referencia o baixinho do Planalto Central, uma vez que sua história é a história do Brasil, menino nordestino pobre, família grande, vem em cima de caminhão “pau de arara”, para o sudeste, tentar ganhar a vida, uma vez que a situação lá onde morava era muito feia e sem nenhuma perspectiva, aliás, continua sendo. O rapaz nordestino começa a trabalhar, mas logo se vê que corre em suas veias o sangue da liderança e faz com muita propriedade  por muitos anos o papel de  líder das lutas sindicais do ABC paulista. Daí em diante, foi um passo para a política, torna-se, portanto, a esperança da classe trabalhadora e se desponta tanto que teve o atrevimento, qualidade daqueles que não tem medo dos desafios, a se candidatar para o cargo máximo do país e, após muita perseverança e lutas conseguiu o seu intento. Hoje, está em seu segundo mandato e, alcançou a invejável e quem sabe a imbatível marca de 73% de aceitação de seu governo, entre bom e ótimo,  embora muitos não concordem, mas devemos admitir que o homem é na verdade um fenômeno. Todavia, é bom que se frise, com um grifo em negrito bem destacado, que independente de suas atuações nos seus respectivos campos, não tem o artigo a intenção  pela comparação nenhum propósito de abordar mérito de conotações esportivas ou políticas é, meramente uma curiosidade tipicamente brasileira. No entanto,  analisando friamente as trajetórias dos citados, há de se convir que os dois sejam realmente merecedores dos destaques  que têm, ou seja, são fenômenos.