Ao ler sábado próximo passado o artigo do meu irmão Nasser Gorayb, fiquei deveras orgulhoso com as colocações ali estampadas. Logicamente, tudo lá dito espelha a realidade nua e crua as personalidades e sensibilidades de alguns políticos deste Brasil afora. A clareza e simplicidade com que o amigo descreveu todo o seu desgosto e, acima de tudo sua decepção, refletem literalmente o sentimento de todos nós, pode ter certeza. Todavia, eu, particularmente, não deixo de considerar que grande parte disso tudo é de nossa inteira responsabilidade, haja vista que sempre estamos repetindo os mesmos erros durante as eleições. Isto é, elegendo os mesmos “caras”, que quando ganham dão com muita satisfação uma grande banana para o povo. Quando ele cita que sempre fica com estomago enjoado quando tem que participar de sessões puxa-sacos, imagino que doloroso é fingir que está gostando, mas, não está. Na verdade estas reuniões são verdadeiras farsas, onde o palhaço acaba sempre sendo o povo, pois, além, de não participar dos “bebes e comes”, sobra-lhe apenas o pagamento da conta. E, também sobre a conduta política do governador é óbvio que deixa a desejar. Não precisa deixar o tempo passar para se comprovar, pois o homem já está à frente do governo há mais de doze anos, parece-nos que nada aconteceu até então. Inclusive é bom lembrar que a maioria das obras acontecidas na cidade está sendo bancada pelo governo federal em parceria com o município. Segundo o Nasser a nossa revolta maior está no calote da duplicação da Euclides da Cunha. Uma vez que é bastante vexatório submeter-nos a uma mendicância, inclusive, expondo figuras ilustres da região para pedir aquilo que nos pertence de fato e de direito. Outra lamentação citada é que se deveria acontecer ao contrário, ou seja, o governador e seus auxiliares deveriam vir à região e num gesto cavalheiresco brindar este importante recanto do estado com a notícia alvissareira do começo da tão esperada obra. Caro amigão este teu desejo é uma grande utopia, pois o homem não vai vir não, muito menos dar satisfação ou pedir desculpas. Sabe quando ele virá, lá pelos meados de 2.014 para pedir votos de reeleição e enxovalhar nossos velhos ouvidos com promessas novas, quiçá também nos prometa a construção da rodovia Euclides da Cunha. O amigo também chegou a triste conclusão que os candidatos aos cargos maiores são na maioria das vezes das grandes cidades e, em assim sendo não têm nenhum tipo de compromisso com o esquecido interior. Obviamente que no fundo há um pouco de verdade nestas observações, porém, é certo também que tal quadro dificilmente se alterará, uma vez que o processo eleitoral sempre foi impulsionado por grandes grupos econômicos e, com interesses difusos. Portanto, pouco se há para fazer, a não ser tentar reverter os resultados através do voto consciente, só nos resta isso. Assim, meu amigo, todos nós contamos com você para não deixar a chama apagar e, no frigir dos ovos não se esqueça que pode contar conosco para ser mais um na sua batalha por Votuporanga e região. Afinal, você é o nosso baixinho gigante, não se esqueça disso. Obrigado.