Se me lembro bem e, acredito que muitos dos aposentados associados da Fundação Cesp, deve se lembrar também que alguns anos atrás numa Assembléia Geral um tanto quanto nebulosa, deu-se de mão beijada ao governo do Estado todas nossas ações para facilitar a venda da empresa aos franceses. A partir daí, considerando que a figura do aposentado já não significava nada e, sem as ações, perdeu-se totalmente o poder de barganha, tornamo-nos refém da própria sorte. Sendo que as referidas ações representavam para os aposentados uma espécie de seguro, onde se poderia futuramente subsidiar qualquer situação emergencial, a exemplo, do que está acontecendo agora com a reestruturação do PES. Foi quando ficamos a pé, ou seja, sem eira nem beira. Todos nós sabemos que a Cesp nasceu da fusão de onze pequenas empresas localizadas no interior paulista, portanto, muitos de nós somos pais desta ex-grandiosa empresa e, lamentavelmente estamos sendo jogados para escanteio. Gozado, é que aqueles que têm poder de decisão hoje, amanhã, com certeza, também serão aposentados, será que acham que terão tratamento diferenciado! É claro que não, pois, aposentado é aposentado, não tem valor algum, infelizmente. Inobstante a tudo isso, as coisas iam caminhando mais ou menos, ou seja, aos trancos e barrancos, com algumas liminares aqui, outros recursos jurídicos ali, todos em defesa de nossos direitos. Agora, de repente como se tivesse tirando um coelho da cartola lá vem outro nocaute para o aposentado, a reforma do famigerado PES. Aliás, não foi coelho que tiraram da cartola desta vez, neste caso, podem ter certeza de que foi uma tremenda zebra. Assim, é que mais uma vez o aposentado ficou a pé novamente, ou seja, de uma hora para outra vão precisar refazer seus planos para que seja encontrada uma solução pelo menos paliativa, mais amena, para enfrentamento das novas despesas. Na verdade, muitos aposentados não terão a mínima condição de fazer frente aos novos valores propostos. Terão com muita tristeza fazer cortes no convênio, isto é, optar quem deve fazer parte do Plano de Saúde. Aí, será uma tarefa penosa, pois quem vai tirar a esposa, os filhos, os netos, os pais ou ele próprio. Quem ou quais serão sacrificados? Vejam só a que ficamos expostos em fim de vida, depois de tanto trabalho. Destino tal e qual a uma tragédia grega. Infelizmente. Como visto será um caos total. Por outro lado, é bom ressaltar que a administração da Associação Fundação Cesp está envidando os maiores esforços para encontrar uma forma conciliadora para amenizar tal situação. Estamos depositando toda confiança possível na capacidade dos nobres diretores, caso contrário, é certo que teremos entre a maioria dos colegas aposentados uma catástrofe, caso persista a condição apresentada para as mudanças do PES. Em contra partida, é oportuno também lembrar aos colegas aposentados que nas condições atuais, o PES é um Plano de Saúde particular e, num futuro não muito distante estaremos nos deparando com situações semelhantes. Todavia, é necessário que diante de problemas desta natureza cabe a nós também ajudar na manutenção de nosso convênio, policiando o uso e, também usando-o de maneira adequada. Com relação às internações, particularmente os associados não têm condições de analisar os gastos. Neste quesito seria estritamente conveniente e necessário que a direção da Associação pensasse melhor em criar mecanismos possíveis para proceder tais acompanhamentos de gastos. Considerando que o sistema atual possibilita condições de vazamento de despesas e serviços contabilizados acima daqueles realmente realizados.