Depois de longos cinco meses de paralisação total no Senado Federal, até que enfim o Calheiros desocupou o trono, por iniciativa própria, pois sentiu o abandono daqueles que o sustentaram no poder até agora, esperando que tivessem alguma benesse extra. Como é bastante comum nestas situações e é a tratativa que eles são especiliatistas, quando começou a entrar água os ratos abandonaram o navio, pois é bem característica desse tipo de gente. Todavia, o que deixou a nação estática e preocupada, foi que o país parou completamente, deixando de ser analisada e aprovada uma série de medidas necessárias, devido o impasse criado com a teimosia do Presidente do Senado. Em contra partida, os seus pares, nossos pseudos representantes, não tinham nenhum tipo de ferramenta legislativa que pudesse ser acionada em situações como essa, em que o único prejudicado na história foi sem dúvida o povo. Pasmem os senhores, que o assunto em pauta é excessivamente sério, uma vez que, durante todo esse período só houve brigas e discussões relativas a problemas pessoais deles mesmos e, em nenhum momento foi lembrado que o país depende da ação desses nobres senhores, infelizmente. Como retrospecto e advertência, não se podem deixar perpetrar tais situações, pois a medida que ficamos de braços cruzados, os senhores feudais, se sentiram mais a vontade e repetiram a dose sem que sejam molestados por si quer uma manifestação popular. Está devidamente comprovado que o político não tem receio de nada, nem da polícia, nem da justiça, nem das CPIs, devido o manto protetor da impunidade, chamada imunidade parlamentar, que na verdade é o cancro de toda essa situação. É certo, porém, que existe uma única coisa que aterroriza e deixa o político completamente desestabilizado, que é clamor popular em forma de passeatas, discursos públicos e manifestações sobre corrupção. Esse tipo de atitude atinge o político como um nocaute de um boxeador peso pesado, vejam então que temos uma arma mortífera que precisa ser usada com mais freqüência e intensidade. A propósito, queremos parabenizar os alunos das escolas públicas e privadas de Votuporanga, que no dia cinco de outubro último passado, fizeram passeata contra a “corrupção” pelas ruas da cidade e, foi de grande valia, embora seja um pequeno embrião, pois era formado por estudantes na faixa etária de dezesseis anos mais ou menos, mas é bastante salutar e esperançoso para o futuro do país. Conclamamos todos os professores e alunos que num despertar cívico, não deixem morrer essa idéia, pois a solução dos problemas nacionais nasce nessa vertente popular. Em tempo, espera-se que o homem não volte.