Desânimo, jamais

Normalmente a gente fica coçando a cabeça quando se depara com situações insolúveis, na ótica de certas pessoas. É certo também que referidas soluções deixam de ser realizadas, na maioria das vezes,  por preguiça ou por conveniência, sempre vai haver um “bom” motivo. Em nossa cidade que de certa forma não se diferencia das demais, tem como habitantes pessoas preocupadas com o bem comum e outras nem tanto. Condição esta que naturalmente desequilibra o bom andamento das coisas. Sabemos que coisas ruins têm sempre peso maior do que as boas, haja vista que basta um só desarrumando para que dez arrumando fiquem em desvantagem. E, por falar nisso, observando certas ocorrências na cidade constata-se infelizmente que alguns problemas já debatidos continuam na mesma situação ou talvez pior. Com relação aos folhetos, referente à propaganda comercial, distribuídos nas esquinas, se avolumou de tal modo que parece ser quase incontrolável. Embora, por um lado, essa atividade possa ser indício de crescimento, por outro lado, não justifica a situação de desmazelo em que fica condicionada a cidade. Assim é que a coisa piorou muito e, nos parece caso sem solução. O que nos surpreendeu mais foi que há aproximadamente há uns pares de semanas atrás havia lido nos noticiários locais que o poder público local estava elaborando um Projeto de Lei sobre o assunto, ou seja, normatização da distribuição dos referidos folhetos. A todos nós nos pareceu que finalmente teríamos parâmetros legais que disciplinariam tal procedimento. Pois, sabemos que tal prática tem prejudicado sobremaneira o asseio da cidade como um todo. Além do que, essa distribuição indiscriminada de folhetos precipita um visual bastante desagradável para a cidade. E, traz como conseqüência desastrosa, outros aborrecimentos, por exemplo, o entupimento dos bueiros. A bem da verdade, pensando bem seria de bom alvitre que a instituição representativa dos comerciantes entrasse na briga para colaborar na busca de solução para tão grave problema, ficaríamos todos gratos, com certeza. E, por falar em problemas insolúveis, estamos vendo, sentindo e pior de tudo ouvindo com mais intensidade ainda os sons gravíssimos dos auto-falantes, dos carros de sons profissionais, dos veículos particulares e também das lojas comerciais. Quanto aos veículos particulares houve uma iniciativa das autoridades na coibição. Porém, nos pareceu muito tímida, a ponto de que o número de infratores cresceu e, ao invés de diminui, como seria natural. Infelizmente, essas situações, a contra gosto, tornam-se invariavelmente perenes, obrigando-nos a colocá-las nos arquivos do esquecimento, junto com a duplicação da Rodovia Euclides da Cunha.  Mas, não vamos desanimar jamais. É como diz o velho ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”