Agora que a bola está rolando lá no Continente Asiático podemos através dos olhos mágicos da televisão ver, além dos jogos, evidente, também as coisas daquele povo. O que nos deixa pasmos são os investimentos trilardários que foram dispendidos para oferecer aos que lá aportaram principalmente as caravanas dos artistas da bola. Hotéis luxuosíssimos, acredito que devem ser dez estrelas, pelo menos, tal o requinte e luxo como foram construídos. Tudo para ser usado durante um espaço de tempo de mais ou menos trinta dias e, depois!!! E, quanto aos estádios fenomenais construídos dentro da mais refinada técnica, com exigências acima da média normal de construções padronizadas. E, se não me falha a memória foram construídos pelo menos dez unidades em todo o país, exceto aqueles que receberam uma reforma geral. Após o término da competição, com certeza, salvo melhor juízo, estes monumentos terão uma ocupação muito tímida, com grandes possibilidades de virarem “elefantes brancos”. O que, aliás, em se tratando da África, poderão servir para alguma coisa, considerando, que lá é o país dos animais selvagens. Não somos contra a realização destas competições, as quais na verdade acabam servindo de terapia no complemento ocupacional das pessoas. O que nos intriga mais é que o mundo todo, quase que sem exceção fica determinado nestes objetivos e gastam o máximo de tudo para sua realização. As regras são observadas a risca, os projetos são realizados literalmente, os cronogramas são obedecidos sem nenhum tipo de atraso, caso ocorram, são recuperados imediatamente. E, acima de tudo, o mais importante é que os recursos financeiros são disponibilizados de maneira tranqüila, sem nenhum impedimento, principalmente daqueles pertencentes aos cofres públicos. Em vista disso, de repente, tive um pensamento completamente alucinado e utópico que, além, desses megas eventos, os grandes mandatários poderiam ter o mesmo ânimo e ímpeto com relação às necessidades básicas da humanidade. Assim os grandes investimentos também poderiam convergir para a construção de escolas, hospitais, orfanatos, mais proteção para o povo e etc. Para isso fica um alerta, uma vez que daqui a quatro anos a Copa será disputada aqui no Brasil e, dá para se notar através dos noticiários que o corre-corre já começou. Os políticos estão todos ouriçados, o poder público está fazendo às contas, os clubes particulares também, a expectativa é muito grande para atender as exigências necessárias como sede do evento. Evidentemente que todos estamos cientes das deficiências que temos quanto às necessidades básicas. Portanto, seria oportuno que paralelamente aos dispêndios para a Copa, pensassem também em reverter alguns recursos para àquelas necessidades. Oh, doce utopia.