Cartão de crédito – Corporativo

Gente, por favor, me perdoe, pois havia lhes prometido que não mais tocaria nos assuntos tenebrosos do mundo tupiniquim dos políticos, porém, diante de mais este fato deslavado, onde alguns figurões do governo federal usaram indevidamente o famigerado cartão em pagamento de contas pessoais e, foi descoberto por acaso, aliás, cremos que não se precisa fazer muito esforço para se descobrir podridões lá na capital federal, brota em todos os cantos.  Colhi alguns dados na mídia e, a coisa é realmente alarmante, pois vejam só o desatino, em 2.003 havia 3.167 servidores com cartões corporativos, hoje temos o benefício estendido para 11.510 felizardos que gastam na nossa conta. Outro dado interessante é que em 2.003 gastou-se o valor de R$-8.700.000,00 e agora durante todo o ano de  2.007 gastou-se a bagatela de R$-78.000.000,00, como vemos a farra não tem controle. Porém, é certo que tais informações serviram para alguma coisa, pois na verdade a gente não conhecia e nem sabia que existia a Ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que usou e abusou do cartãozinho. Outra fera que ficamos conhecendo é o Sr. Altemir Gregolin, Ministro da Pesca, que deve ter confundido suas funções, pois pescou somente as benesses do cartão de crédito. Ficamos, sabendo que até seguranças são portadores das referidas concessões, vejam só que interessante. É certo, que vieram à tona alguns casos, mas acreditamos que dentre essa imensidão de privilegiados a coisa deve estar rolando grossa e, com certeza, existem milhares de outros casos de mamata absoluta nas tetas do governo. Pelo que nos consta algum “iluminado” ao criar este expediente deve ter pensado na facilidade de algumas despesas emergenciais dos súditos do palácio e que também trariam transparência nos gastos, considerando também a facilidade nas futuras fiscalizações, o que de certa forma estava certo. Entretanto, o tiro saiu pela culatra, tendo em vista o total descontrole desse sistema, hoje é praticamente impossível retomar as rédeas da situação, o único jeito possível é ter-se um pouquinho de coragem cívica e acabar com a farra total extinguindo-se todos os cartões. Além dessa medida radical é também de bom senso e de justiça que se faça a posteriori um levantamento em todos os usos e, aqueles que gastaram valores com despesas pessoais promovam a restituição aos cofres públicos, independente das sanções administrativas e penais cabíveis. Gente me desculpe mais uma vez, mas a situação é ou não de doer, é claro que é.