Com grande tristeza, vimos e ouvimos o balancete pela T.V. da operação “Finados” nas rodovias do país e, infelizmente o saldo de mortos e feridos é maior do que em outras operações semelhantes. As ocorrências estão se tornando tão freqüentes que já as estamos assimilando no nosso dia a dia como uma coisa normal, o que não deixa de ser um completo absurdo. Todo santo dia vemos os políticos brigarem pela divisão do bolo da república, haja vista, a presente discussão para ser aprovada a famigerada CPMF, para tanto o pessoal do executivo está oferecendo mil e uma benesses aos congressistas, a fim de aprovarem a dita cuja, e quando isso estiver devidamente acertado, cremos que o dinheiro arrecadado não será suficiente para atender a demanda de pedidos dos parlamentares. É precisamente neste particular que o povo fica intrigado e não consegue entender, pois a informação dada pelas estatísticas é de que oitenta e sete por cento das rodovias do país estão em péssimas condições e, são responsáveis por uma fatia considerável de acidentes fatais ou não. Sendo que a maior concentração de abandono e descaso reside na região nordeste, onde o trânsito normal de veículos é praticamente impossível, tal é a falta de conservação e, até em certos casos nem estradas existem, provocando verdadeiros malabarismos nas pistas pelos motoristas. Juntando essa falta de atenção do poder público, temos também as imprudências próprias dos que acham que com eles nada acontece, virando uma mistura ideal (estrada ruim e imprudência) para nos apresentar sempre em final de feriados prolongados, as galerias, dos que anteciparam suas idas para o outro lado da vida e daqueles que por “sorte” foram brindados com seqüelas profundas e irreversíveis, de uma hora para outra viraram paraplégicos e ganharão de presente uma cadeira de rodas. Até quando meu Deus isso vai continuar, pelo visto infinitamente, pois as estradas continuaram piorando e as consciências dos motoristas piorando também. Meditando sobre esse problema, não conseguia entender porque os políticos não se sensibilizavam com isso, depois de tanto matutar uma luz brilhou e consegui enxergar o porquê do descaso de nossos representantes, na verdade eles não vivem os perigos, pois viajam de lá pra cá só de avião, então, como dizia o filósofo de estrada “ema, ema cada um com o seu problema” Tchau.