Sinceramente certas atitudes tomadas, na maioria delas, sob forte pressão emocional são consideradas atitudes extremas e, que depois de realizadas, os autores não acreditam que as tenham feitas. Não se precisa ir muito longe para se tomar conhecimento ou no mínimo presenciar tais atitudes, haja vista que nos noticiários quase sempre há um destaque sobre tais intempestividades. Quem já não ouviu ou viu mesmo pela televisão, algum pai ou parente próximo, de algum paciente em estado grave de saúde, quebrar toda a mobília e vidros de algum hospital em decorrência do não atendimento! Isto, normalmente é provocado por desajustes emocionais, onde um lado motivado por um desespero de um mal atendimento, revida alimentado por uma presente impotência de nada poder fazer diante do fato. Obviamente, aqui não estamos no propósito de fazer apologia de confronto de quem é a culpa ou de quem é verdade, portanto, sabemos que um ato de violência não justifica uma atitude agressiva. Todavia, considerando a falência da saúde pública, para se evitar confrontos dessa natureza, o bom seria que as Unidades de Saúde tivessem mais profissionais plantonistas, funcionários capazes a atender o público, sem estresse, para saber contornar estas situações desagradáveis, com educação e respeito. Por outro lado, é de conhecimento geral de que tratar da saúde pública, conviver diariamente com pessoas doentes e familiares nervosos com a situação, é uma tarefa árdua e de difícil gerenciamento. É certo também que existem pessoas que buscam atendimento público sem que de fato tenham necessidade e, isto congestiona os atendimentos desnecessariamente. Porém, nestes quesitos temos que contar com a habilidade dos gestores públicos que estão aí para administrar todas as situações anormais pertinentes. O problema maior é que não se mede com clareza o potencial para os atendimentos, sendo visível que hoje se atende mal, devido a quantidade dos atendidos estar acima dos recursos disponíveis. Portanto, correto seria promover um atendimento de qualidade dentro das condições existentes, ao invés de provocar o caos e, todos se sentirem insatisfeitos. A solução está aí, chega de discursos oportunistas, conseqüentemente, transferindo a eficácia tão alardeada nos relatórios, para que se consolide na prática. Mudando de assunto, outro tema que também preocupa a todos, diz respeito aos acidentes violentos e, agora somados aos assassinatos que estão certamente assombrando a nossa saudosa passividade. De repente como se tudo fosse despencar de uma só vez, começam acontecer tragédias, a maioria motivada por atitudes extremas, impossibilitando análises mais acuradas sobre os motivos mil que propiciam tais acontecimentos. Pode ser o calor excessivo que certamente fritam os miolos frágeis de alguns! Pode ser a falta de religião, ausência de amor e de Deus no coração! Pode ser exibicionismo, motivado pelas manchetes dos mecanismos de comunicação! Pode ser o ostracismo, como diz o ditado, “cabeça vazia é oficina do diabo”! Na verdade, o que é realmente não se sabe, mas, que a maré está baixa, isso, não tenham dúvida que está. No entanto, de todas essas mazelas, é bom frisar que as atitudes extremas dominam os resultados, principalmente naqueles fatos ocasionados por atentados a vida própria ou alheia. Infelizmente, este enfoque de atitudes extremas é fruto de uma sociedade onde o respeito foi totalmente banalizado dando lugar a um antagonismo gracioso, onde tudo é motivo para violência. Tem gente que não entende quando alguém “fala manso”, tem gente que na respeita “gente boazinha”, tem gente que não respeita gente que dialoga, tem gente que não respeita gente que quer resolver as coisas na base da “paz e amor” e, assim, certamente favorece os atos impensados dos mais exaltados. E, por conta disso, Votuporanga está amargurando de janeiro/12 até agora, uma somatória horrível de perdas humanas num total de doze almas, onde o denominador comum dos resultados foi “atitudes extremas”, infelizmente.